Sindpol denuncia estado de barbárie

Quinta-Feira, 04/09/2014, 06:09:43 - Atualizado em 04/09/2014, 06:10:24

Um estado imerso em um banho de sangue e a população vivendo um clima de faroeste permanente se refletem nas estatísticas duras, cruéis, mas reais e aos olhos de quem quiser ver seja no noticiário policial da televisão ou nas páginas dos cadernos de polícia. Entre os meses de janeiro a agosto de 2014 já foram registrados 2.603 casos de homicídios e latrocínios no Pará, de acordo com a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindpol). Os frequentes casos de barbárie que os paraenses têm presenciado estão preocupando até os próprios policiais, que afirmam que estamos vivendo em meio a uma guerra urbana ignorada pelo atual governo.
“Nós não vamos fechar os olhos para o que tem acontecido no Estado. Hoje estamos vivendo no meio de uma guerra. A situação está alarmante e o governo faz de conta que é apenas uma sensação de insegurança, quando na verdade estamos realmente inseguros. É inadmissível o ponto que chegamos com a violência no Pará. A metros da Central de Flagrantes de São Brás e da (Divisão de) Homicídios, os bandidos protagonizam uma cena de barbárie, isso, em plena luz do dia, em uma avenida movimentada, no centro de Belém”, destacou o presidente do Sindpol, Rubens Teixeira.
Os números de pessoas mortas, vítimas de homicídio e roubo seguido de morte, têm aumentado no decorrer dos anos no Estado. Segundo o Relatório de Registro de Ocorrências Policiais, divulgado na manhã de ontem, pelo Sindpol, houve um aumento absurdo no universo de pessoas assassinadas no Pará em relação ao ano passado. O documento informa que nos 8 primeiros meses de 2013 um total de 2.304 foram mortas, entre crimes de latrocínios e homicídios. E de janeiro a agosto deste ano, nada menos do que 2.603 pessoas foram assassinadas, confirmando os números alarmantes da insegurança pública.
Hoje, o aumento da criminalidade se faz presente na capital e no interior, sobretudo em locais em que até um certo tempo os índices de violência eram bem tímidos. O Relatório de Ocorrências também aponta que este ano foram registrados 48.172 roubos, o que dá uma média de aproximadamente 200 pessoas assaltadas por dia.
Ainda segundo os diretores do Sindpol, o motivo dos crescentes índices de criminalidade seria a deficiência na administração da Segurança Pública do Estado. “Hoje nós temos sim, muitos policiais bem treinados nas ruas, porém o nosso efetivo é baixíssimo em relação ao tamanho do Pará. O governo não tem que se preocupar em comprar frotas de aeronaves, fazer UPPs (Unidade de Policiamento), que funcionam até as 18 horas, se não tiver gente para trabalhar. Estamos precisando de concursos públicos, para aumentar o número de policiais, e isso sim, vai melhorar a segurança no Estado”, afirmou Rubens Teixeira.
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(Diário do Pará)
Titulo RP