VACINAÇÃO

NÃO EXISTE CRIME PERFEITO - PESO DURO DA LEI!

SANTARÉM/PA- GANÂNCIA FOI A MOTIVAÇÃO DE DIONAR PARA MATAR CASAL SANTARENO

Crime foi arquitetado em duas fazendas na região do planalto
 santareno. Outras três pessoas estariam envolvidas e são
 procuradas pela polícia.

Por Sílvia Vieira e Kamila Andrade, G1 Santarém — PA

Alessandro Gomes (Mineirinho), Valdileno Fraga (Preto) e Aline Maiara Ribeiro dos Santos
 são procurados pela polícia
Foto: Polícia Civil/Divulgação

O que levaria um amigo a planejar a morte de outro? Segundo a 
Polícia Civil de Santarém, oeste do Pará, a ganância. Essa teria 
sido a principal motivação do assassinato do empresário Iran 
Parente e de sua esposa Josielen Maciel Prezza, em 27 de fevereiro
 deste ano. O suposto mandante preso no domingo (3), é
de “amigo” era o homem de confiança de Iran Parente.

Detalhes sobre a investigação que levou à prisão de Dionar e 
o pedido de prisão de outras três pessoas que são consideradas
 foragidas: Alessandro Gomes da Silva (Mineirinho), Aline Maiara
 Ribeiro dos Santos (companheira de Mineirinho) e Valdileno
 Fraga Dias (Preto), foram revelados durante coletiva de imprensa
 na manhã desta segunda-feira (4), na 16ª Seccional Urbana de
 Polícia Civil. Dionar queria documentos que estavam em poder 
de Iran.

“O Iran começou a vida como camelô e em 20 anos conseguiu
 angariar uma grande fortuna. O Iran atuava na prática
 da agiotagem, emprestava dinheiro e pegava garantias como
 cheques, notas promissórias, documentos de imóveis e 
documentos de veículos. Levava tudo isso em uma mochila. 
O Erik Renan foi contratado para matar o Iran e pegar 
uma pasta de documentos, e se a Josielen estivesse junto 
era pra ser morta também”, contou delegado Gilvan.

Dionar Nunes Cunha Junior foi preso suspeito de mandar matar empresário em Santarém
 — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Segundo o delegado titular da Especializa de Homicídios, 
Gilvan Almeida, o crime teria sido planejado nas fazendas 
Barbosa e Haras Barbosa, ambas no planalto santareno. No 
Haras Barbosa, teria sido adquirida a motocicleta usada 
por Erik Renan Oliveira Carvalho, conhecido como “Calanguinho”
 e Valdileno Fraga Dias, conhecido como “Preto”, apontados 
como executores do duplo assassinato. Erik foi preso no dia 
28 de fevereiro, mesmo dia em que os corpos do empresário 
e sua esposa foram encontrados. Ele entregou o esquema, mas
 informou que não sabia o nome do mandante.

Erik informou à polícia, no entanto, que sabia que o mandante 
era pessoa de confiança de Iran e tinha livre acesso à casa da
 vítima, porque tinha informações privilegiadas sobre a rotina do
empresário.
Haras Barbosa é um dos locais onde Alessandro Gomes, o Mineirinho,
negociavam o crime com "Calanguinho" e "Preto"
Foto: Polícia Civil/Divulgação

As fazendas pertencem a Davi Barbosa, que é sócio de Dionar 
Junior em dois postos de combustíveis. Mas, de acordo com a
 polícia, não há indícios do envolvimento dele no duplo homicídio. 
“Ele (Davi) foi investigado, assim como todos que tinham relação 
com a vítima Iran, no entanto, não há elementos de prova que
 indiquem a participação de outros envolvidos, ou seja, da
 existência de um consórcio”, explicou o delegado Gilvan Almeida.

No curso das investigações, a polícia descobriu que Alessandro
 Gomes da Silva, conhecido como “Mineirinho” ou “Toninho”, 
funcionário da Fazenda Barbosa se associou a Dionar na empreitada
 criminosa contra Iran Parente. Era nos locais de trabalho de
 “Mineirinho” que aconteciam os encontros com Dionar para tramar
 a morte do empresário. Foi também na Fazenda Barbosa e no
 Haras Barbosa que a negociação com os executores “Calanguinho”
 e “Preto” foi feita diretamente por “Mineirinho”, Dionar não 
teve contato pessoal com a dupla.

Segundo o delegado, o Erick (Calanguinho) já era conhecido
 pela prática de furtos e roubos. Erik relatou à polícia que ele
 e e Valdileno (Preto) receberiam R$ 10 mil para pegar a
pasta com os documentos que a vítima carregava em uma mochila. 
Mas, só era pra executarem a vítima se encontrassem a pasta. O 
que foi feito. Já Alessandro receberia R$ 100 mil para 
intermediar a contratação dos executores.

Na Fazenda Barbosa, a polícia encontrou a motocicleta
 usada por “Calanguinho” e “Preto” para chegarem à casa 
de Iran, na comunidade Boa Esperança onde o empresário e sua 
esposa foram rendidos no dia 27 de fevereiro. A mochila do 
empresário com os documentos que Dionar queria, foi entregue 
por “Preto” ao intermediário do crime, “Mineirinho”. A mochila
 também foi encontrada na fazenda Barbosa, dois meses após
 o crime.

De acordo com o delegado, a mochila foi encontrada pelo 
proprietário da fazenda, que acionou seu advogado para fazer 
a entrega do objeto à polícia, como forma de colaborar com as
 investigações.

"A pasta que estava na mochila de Iran foi levada por Preto 
(Valdileno), logo depois do crime, para a Fazenda Barbosa, onde
 foi entregue para Alessandro, que levou a pasta para 
 mandante. Funcionários da fazenda presenciaram isso. E a mochila 
da vítima, com os documentos de identidade e alguns outros 
foi encontrada nessa fazenda quase dois meses depois, a 600 
 da sede e entregue pelo advogado do proprietário na delegacia",
 explicou o delegado.

Ainda segundo o delegado Gilvan Almeida os outros três 
envolvidos no duplo homicídio estão com mandado de prisão 
em aberto. Se alguém tiver informações que possam levar 
ao paradeiro de Alessandro Gomes da Silva (Mineirinho), Aline 
Maiara Ribeiro dos Santos (companheira de Mineirinho) e 
Valdileno Fraga Dias (Preto) pode informar à polícia via Niop 
no número 190 ou disque denúncia no número 181.

Motivação e frieza

Durante a coletiva, o delegado Gilvan Almeida revelou que
 foi a partir da amizade de Dionar com Iran, que o suposto
 mandante do crime deixou a vida de servidor público
 para se tornar empresário.

"Dionar era servidor do Inmetro, e segundo familiares de Iran, 
após o início da amizade dos dois, ele se tornou sócio do Davi 
Barbosa em dois postos de combustíveis. Ele também era 
proprietário de uma serralheria e de uma distribuidora de 
combustíveis. Dionar também tinha um posto com um 
empresário de Itaituba, avaliado em R$ 10 milhões, que havia
 sido dado como garantia de empréstimo a Iran, motivos esses 
que nos levam a crer que o levaram a encomendar as mortes 
de Iran Parente e sua esposa Josielen", revelou delegado Gilvan.

Uma segunda mochila do empresário com alguns documentos
e cheques foram encontrados em outra mochila na casa de 
parentes de Iran, onde havia cerca de R$ 2,7 milhões em 
cheques de Dionar. Além de documentos do posto de combustíveis 
que fica em Itaituba, entregue em garantia no nome de Dionar,
 avaliado em R$ 10 milhões, um contrato de compra e 
venda e uma procuração.

Outro fato que chamou a atenção da polícia foi a frieza de 
Dionar Junior após as mortes que ele teria encomendado. 
Ele foi ao velório e acompanhou o sepultamento de Iran Parente.

O que é a ganância

Ganância é um sentimento humano que se caracteriza pela
 vontade de possuir tudo que se admira para si próprio. É a 
vontade exagerada de possuir qualquer coisa. É um 
desejo excessivo direcionado principalmente à riqueza material,
 nos dias de hoje pelo dinheiro. Contudo é associada 
também a outras formas de poder, tal qual influencia
 as pessoas de tal maneira que seus praticantes chegam 
ao cúmulo de corromper terceiros e se deixar corromper, 
manipular e enganar chegando ao extremo de tirar a vida
 de seus desafetos. Muitas vezes é confundida com ambição.
(Wikipedia)
______
Extraído do Blog do confrade Norton Sussuarana
Abraço Paloma Branca!

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