SEGURANÇA PÚBLICA EM JACAREACANGA -  PREFEITO  ESBRAVEJA, EXIGE PRESENÇA DO ESTADO NO MUNICÍPIO, JOGA A RESPONSABILIDADE PRA QUEM DE DIREITO, E ESTADO FINALMENTE MOSTRA SUA CARA ATRAVÉS DE UM PELOTÃO DE POLICIA ESPECIALIZADA COM O MINIMO DE ESTRUTURA PARA AGIR COM O RIGÔR DA LEI


Jacareacanga - Durante sua trajetória na Câmara Municipal por doze anos uma voz firme fazia-se ouvir defendendo um trabalho eficiente de Segurança Publica para o  município, combatia com rigor os vícios que ainda existem em pequena escala de alguns policiais que desviam de suas funções para fabricarem flagrantes, praticarem extorsão etc. Sua voz era solitária devido a falta de parceiros com coragem para se falar de condutas de  maus servidores colocados para promoverem a segurança pública no município; como diria certa vez um homem vitima de extorsão que não denunciava policiais, porque na amazônia se morre de velho aos trinta anos... A voz solitária, essa briga era de Raimundo Batista Santiago, hoje Prefeito Municipal, que antes de ser eleito, e ainda servindo à municipalidade no Poder Legislativo, contribuiu para organizar uma caravana composta por dez vereadores (Um teria que ficar na Câmara) para bradarem por socorro percorrendo corredores e gabinetes palacianos reclamando  do descaso do policiamento ineficiente e insuficiente para promoverem  a Segurança Pública  na cidade e Comunidades Garimpeiras. Pouco conseguiram a não ser  séries de promessas e mais promessas da Cúpula da Segurança Pública que prometeu estruturar Postos Policiais de São José e Porto Rico, aumentar o contingente policial e o emprego de recursos humanos alem do uso da inteligencia para conter o avanço de entorpecentes que já chegava município à dentro e ainda o emprego de uma estrutura em transporte para deslocamento dos militares e homens em operações. Nada foi feito e quando havia as cobranças, diziam somente que os assuntos requeridos estavam tramitando para providencias. O tempo avançou, a droga, tubarões, mulas ganharam espaço e nossa policia ficou estagnada em suas dificuldades de operacionalizar, que culminou com um fato trágico que foi a morte de Lelo Akay por usuários de entorpecentes que levou a uma revolta popular com depredação da delegacia de policia por índios Munduruku. Para serenar os ânimos à época muitas promessas foram feitas, poucas atendidas e de lá pra cá nada mudou, a não ser o aumento vertiginoso de farto material entorpecente vendido às claras nas comunidades garimpeiras na ausência do policiamento. Em Jacareacanga talvez não se saiba aonde tem uma bodega que venda bananas, mas todos sabem onde fica uma boca de fumo.

TUDO OUTRA VEZ?

Não valeram as incontáveis viagens do prefeito municipal à Itaituba junto ao 15 Btl/PM  Transamazônica ou ao CPR-X para que seus comandantes fizessem buscas junto aos seus entes superiores para providencias necessárias com a finalidade de se combater o crescente trafico de drogas que trazia em seu bojo a violência pouco vista na região... as continuas viagens do prefeito à Belem, seguido pelos vereadores, nada prosperou e hoje estamos vivendo o mesmo filme que abalou o universo da Segurança Pública quando os Munduruku desacreditando das autoridades, não confiando no diminuto quadro de policiais, resolveram ser policia, promotor e juiz, e por pouco não conseguiram.

Hoje somos abalados novamente por violência extremada contra um jovem, mesmo que não fosse índio, era um jovem que teve a vida ceifada prematuramente pela onda avassaladora de comercio e uso de entorpecente que invadiu o município, e mesmo ciente do perigo iminente da Segurança Pública se deteriorar mais devido os ouvidos que se fazem de surdos. de uma distante cidade tão longe da capital... "depois a gente resolve isso", diriam os verdadeiros responsáveis pelo caos atual, cujos ao que parece, vivem debruçados em outras atividades mais próximas à mídia na Capital paraense, uns pensando mais no Remo, outros no Paysandu e outros na festejada Nazica. enquanto o povo de Jacareacanga... ora o povo!

Ontem depois de saber  da execução do  jovem em um bar próximo a um  espaço público muito frequentado, visivelmente transtornado devido a contínua ineficiente ação de nossa Segurança Pública com mais essa   ocorrência trágica, o prefeito fez comunicação  direta com o Comandante Geral da Policia Militar, e considerando a gravidade da situação com base em um precedente traumático ocorrido   em solo jacareacanguense conseguiu desta vez providencias imediatas, com a designação de dois grupos especializados de Policial Militar para atuarem em revezamento até dezembro, evidentemente que com  o deslocamento dessa pequena tropa que ja está em ação na sede do município, também foi colocada à disposição uma estrutura em transporte para mobilização dos militares.

Informações que nos chegam é que o grupamento destacado já está em ação, com prisões efetuadas e fechamento de alguns bares. Começaram bem! Até quando?