Nova versão inclui presos, quilombolas e trabalhadores do transporte coletivo, e está dividido em dez eixos. No entanto, documento não indica data para início da vacinação em massa no país.

O governo federal lançou oficialmente nesta quarta-feira (16) o plano nacional de vacinação contra a Covid-19. No sábado (12), por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério da Saúde já havia apresentado uma versão do documento.


Nesta versão final, o governo ampliou o número de pessoas que serão vacinadas na primeira fase, incluindo agora quilombolas, ribeirinhas, pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do transporte coletivo nos grupos prioritários a serem vacinados.

Outra mudança apresentada nesta quarta foi a inclusão de "memorandos de entendimento" com as vacinas da Pfizer/BioNTech, Johnson&Johnson, Instituto Butantan (CoronaVac), Bharat Biotec, Moderna e Instituto Gamaleya (Sputnik). Tais memorandos são apenas "intenções de compra" e não um acordo em si.

Apesar de apresentar números de doses e estruturar o plano em três fases, o documento não informa uma data para o início da imunização no Brasil. Além disso, as informações nele apresentadas poderão ser atualizadas.

"Destaca-se que as informações contidas neste plano serão atualizadas conforme o surgimento de novas evidências científicas, conhecimentos acerca das vacinas, cenário epidemiológico da Covid-19, em conformidade com as fases previamente definidas e aquisição dos imunizantes após aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)".

O plano nacional não apresenta uma data específica, mas diz que haverá vacinação de grupos prioritários no primeiro semestre de 2021.

O Ministério da Saúde informou que a definição de uma data para iniciar a vacinação depende de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o registro das vacinas. Até o momento, nenhuma empresa, nem mesmo as que estão em fases finais de testes, pediu registro à agência.

A Anvisa informou em nota na segunda-feira (14) que a análise de pedidos para o uso emergencial de vacinas será feita em um prazo de até dez dias.

Grupos prioritários

De acordo com o documento, as primeiras pessoas a ser vacinadas contra a Covid-19 fazem parte de grupos prioritários, considerados mais vulneráveis ou mais expostos à doença. Os grupos foram divididos em fases.

Primeira fase: trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas; população indígena aldeado em terras demarcadas aldeada; povos e comunidades tradicionais ribeirinhas.

Segunda fase: Pessoas de 60 a 74 anos.

Terceira fase: pessoas com comorbidades.

Quarta fase: Trabalhadores da educação; trabalhadores dos demais serviços essenciais (forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema de privação de liberdade, trabalhadores do transporte coletivo, entre outros); populações quilombolas; população privada de liberdade e pessoas em situação de rua também entram nos grupos prioritários. Entretanto, o governo irá avaliar em qual fase esses grupos serão inseridos após aprovação das vacinas e disponibilidade de doses.

Fonte: Portal Giro