Era uma vez, a pedra que resolveu bater de frente com a vidraça. A pedra se lançava contra a vidraça até conseguir estilhaça-la e a vidraça reagia, fitava os olhos na pedra querendo saber o motivo de tudo aquilo. De braço erguido e punho cerrado e aos gritos a pedra respondia: vamos à luta companheiro pelo direito de opinar e questionar em defesa da democracia e liberdade de expressão! O tempo foi passando e eis que acontece a metamorfose quando a pedra se transformou em vidraça. Interessante, pois a pedra exigia democracia e é assim que funciona.

O problema é o seguinte, a pedra, hoje vidraça, não tem gostado muito e não quer aceitar ser atingida pela pedra, antes vidraça, que agora quer exercer seu direito de opinar, questionar, concordar ou discordar. A então pedra que agora é vidraça, quando atingida reage dizendo que isso é agressão, falta de educação, de respeito e não é justo usar todos os espaços para exigir seu direito democrático de liberdade de expressão. Na base do, “faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”. Moral da história, é muito fácil ser pedra e muito difícil respeitar o contraditório quando se torna vidraça.

Em tempo: Qualquer semelhança com fatos reais da vida, por exemplo, pública, não será mera coincidência.

Quem hoje é pedra, amanhã será vidraça

Conta a história do príncipe de Wu, que iria invadir a cidade de Chu.

No caminho, ele houve a história de um louva-deus que se preparava para atacar uma cigarra, mas não sabia que um pardal estava logo atrás prestes a devorá-lo; e o pardal também não percebia que um menino o ameaçava com um estilingue.

Essa situação fez o príncipe concluir que ele estava se preocupando apenas em atacar e não estava atento à sua defesa e que poderia ser pego 

Essa postura mostra a dificuldade de quem sempre atirou pedras de se colocar na posição de vidraça.