MUNDO | Pelo menos 740 venezuelanos, alguns deles integrantes do Tren de Aragua, um grupo criminoso da Venezuela, ingressaram no Primeiro Comando da Capital (PCC) de Roraima, informou o jornal El País da Espanha.

De acordo com um relatório do governo brasileiro de 2012, o PCC é a maior organização criminosa do Brasil, com quase 20.000 membros, dos quais 6.000 estão em prisões.

A cooperação externa não é novidade: alguns paraguaios e até italianos, por exemplo, têm vínculo com o PCC. Mas o batismo dos venezuelanos mostra um fortalecimento dos laços entre o crime organizado dos dois países”, afirmou o jornal.

O depoimento de Cristian Alexis Graterol Cabello, outro venezuelano denunciado, reforça essa tese.

A publicação também indicou que “o PCC se aliou ao grupo criminoso Tren de Aragua, um dos mais importantes da Venezuela, que se dedica à extorsão, sequestros, homicídios, furto de veículos e tráfico de drogas e armas”, informou o jornal.

Venezuelanos no brasil

Os venezuelanos batizados não ocupam apenas cargos subordinados no organograma do PCC em Roraima”, destacou o El País.

Graterol é um exemplo da confiança depositada pelos criminosos brasileiros. Ele sucedeu Michel Mota Magalhães no controle dos pontos de venda de remédios do complexo residencial Vila Jardim, o bairro mais importante de Boa Vista, capital do estado ”, acrescentou.

Outros três acusados ​​venezuelanos ocuparam cargos estratégicos na organização criminosa: Carlos Geraldo Gonsales García, no “sumário disciplinar”; Michel Joseph Touron no “confinamento do fumo” (serviço do setor financeiro da facção) e Luis Adrián Mora Quijada, no “tribunal do crime” da facção em Roraima, este último encarregado de julgar e executar sentenças em nome do PCC.

A ficha cadastral de Argenis Rafael Barrios Lopez no PCC.MP-RR


Pela fronteira

O Ministério Público revelou que os venezuelanos entraram no Brasil pela fronteira com Santa Elena de Uairén. A maioria deles vem de prisões venezuelanas controladas por facções criminosas. O PCC se interessou por eles por causa de sua experiência como criminosos.

Um dos bilhetes apreendidos com os dados de integrante venezuelano do PCCMP-RR


Fonte: El Nacional (Venezuela)/El Pais (Espanha)

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