Pacientes de outros municípios ressaltam a qualidade do atendimento recebido na unidade mantida pelo Governo do Pará em Itaituba.

“Eu cheguei aqui praticamente morto. Dei muita sorte. Nas primeiras noites, eu tive dois surtos e pensei: acabou! Mas, ao mesmo tempo, eu olho para trás, e vejo que sem a ajuda dos médicos, psicólogos e assistentes sociais não teria conseguido. Foram eles que me deram forças e deram forças para minha família. Agora, acima de tudo, Deus é muito maravilhoso. Nós temos que nos apegar a Ele, porque é o que nos sustenta. E eu vou vencer, junto com a minha família que está lá fora. O esforço é muito grande. Passei por três UTIs. São 30 e poucos dias, nem sei quantos, mas eu só tenho a agradecer”.

O relato emocionado de Tomaz Vieira Aquino, morador do município de Alenquer, no Oeste paraense, é pontuado pela gratidão ao tratamento recebido no Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba. Internado no HRT desde o último dia 10 de janeiro, Tomaz é mais um paciente de outra cidade recuperado de Covid-19 no hospital de referência do Sudoeste do Pará. Ele foi transferido porque sua condição estava se agravando.
A humanização no tratamento faz a diferença para pacientes e seus familiares / Foto: Pedro Guerreiro


Assim como Tomaz Aquino, o paciente José Emílio, morador do município de Juruti, também foi transferido para o HRT em estado grave devido à Covid. Ele conta que o carinho, amor e atendimento da equipe multidisciplinar foram essenciais para que tivesse êxito em seu tratamento. Longe da família, ele agradeceu aos profissionais pelo tratamento humanizado. “Eu só tenho que agradecer a Deus por ter tido essa outra oportunidade de viver. Aqui nós não recebemos apenas serviços médicos. Nós recebemos calor humano, e isso foi determinante para nossa recuperação. Eu fico muito feliz em receber um atendimento como esse. Fui colocado no colo. Quando cheguei aqui estava praticamente morto, em uma situação quase que irreversível, mas graças a Deus estamos saindo, e a dose principal que recebemos aqui foi amor”, afirma José Emílio. Tomaz e Emílio estão entre os 218 pacientes que receberam alta médica no Hospital Regional do Tapajós. Referência no tratamento de Covid-19 na região, a unidade é uma das estruturas ofertadas pelo Governo do Pará para conter o avanço da pandemia no Oeste do Pará. Entregue pelo Estado em julho de 2020, a unidade atende atualmente infectados pelo novo coronavírus e casos de urgência e emergência na área de politrauma. O HRT dispõe de 75 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 54 leitos clínicos exclusivos para Covid, e 10 leitos de UTI e clínica politrauma.
Em frente ao HRT, parentes oram pela recuperação dos pacientes / Foto: Pedro Guerreiro

Construído em uma área de 16.290 metros quadrados, o HRT é um dos três hospitais de referência do governo estadual no combate à pandemia no Oeste do Pará, que já vivencia a segunda onda de contágio da doença. Com uma equipe multidisciplinar, o Hospital funciona com três andares de UTIs e clínica médica. “Temos uma estrutura bem ampla, com oferta de 75 leitos de UTI e 54 leitos clínicos para pacientes de Covid. Temos uma equipe multidisciplinar com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, entre outros profissionais, para que a gente possa dar todo esse aporte ao paciente e ao familiar do paciente, para ofertar um serviço de excelência”, informa Karla Cajaíba, diretora-geral do HRT.

Karla Cajaíba, diretora-geral do HRT, destaca a estrutura disponível para pacientes e familiares / Foto: Pedro Guerreiro
Qualidade 
Com uma grande demanda, o Hospital Regional do Tapajós foi estruturado para realizar vários níveis de atendimento em pacientes com Covid-19. O coordenador de UTIs da unidade, João Ângelo, explica que a estrutura e a divisão dos leitos foram planejadas para oferecer o melhor atendimento aos pacientes. “Aqui, nós temos recebido cerca de cinco a dez pacientes por dia, de toda a região. Temos um hospital com várias estruturas de UTI, com vários níveis de cuidado, atendendo todo tipo de demanda: de pacientes com quadro leves em enfermaria, pacientes com quadro moderado em reabilitação e necessidade de suporte nutricional intensivo em uma UTI específica, e pacientes que, infelizmente, evoluem para o quadro muito grave da doença com intubação, e até mesmo com necessidade de hemodiálise, que tem UTI tipo 3 equipada para atender esse tipo de paciente”, garante João Ângelo.

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