Empresário alvo de operação da PF em Itaituba responde em liberdade

Gilson Spier foi liberado nesta terça-feira (18) após sua defesa demonstrar que o mesmo possui pré-requisitos para responder aos crimes em liberdade.


Gilson Spier, conhecido como "Polaquinho", foi preso no último dia 13 de Maio. (Foto: Reprodução)


Investigado pela Polícia Federal no âmbito da operação Divitia, o empresário Gilson Spier, conhecido como "Polaquinho", foi preso no último dia 13 de Maio durante uma ação da Polícia Civil em Jacareacanga, que cumpria mandado de prisão e mandados de sequestro de três helicópteros, todos expedidos pela Justiça Federal de Itaituba.

Após ficar o período temporário de 5 dias preso, a defesa do garimpeiro conseguiu sua liberdade após a justiça tentar prorrogar a prisão por mais 5 dias ou converter a mesma em preventiva.

De acordo com o Dr. Fernando Brandão, um dos advogados de Gilson, a defesa conseguiu demonstrar que o empresário possui pré-requisitos para responder aos crimes em liberdade. Também atuam na defesa de Gilson os advogados Dr. Flávio Pedrosa e Dr. Jorgemar Salim.
 

“Trata-se de um empresário que trabalha dentro da legalidade, tem suas empresas e declara todos os rendimentos através de imposto de renda. Todos os bens são declarados e não existe nenhuma prova de existência dos crimes que lhe são imputados.”, afirmou Dr. Fernando Brandão.

Dr. Brandão também declara que seu cliente não possui nenhum envolvimento com outra pessoa ou assossiação criminosa.
 

"Ele não tem nenhum envolvimento com o Boi Na Brasa, não tem nada a ver. Ele não é um bandido que fica escondendo a atuação e atividade financeira dele." disse.

Operação Divitia


Um dos três helicóptero foi apreedenindo na operação. (Foto: Divulgação/PC)


PF já havia tentado capturar Gilson no final do mês de abril, onde, na ocasião, foram apreendidos dois carros de luxo, uma BMW Z4 e um Chevrolet Camaro SS, além de documentos e um aparelho celular do suspeito.

Segundo informações da PF, o garimpeiro é suspeito de realizar escolta, através de helicópteros de sua propriedade, de máquinas e garimpeiros para dentro de uma área da Terra Indígena (TI) Munduruku.

As investigações apontam para a possibilidade da utilização de helicópteros com homens armados dentro deles para garantir a entrada de máquinas pesadas e pessoas para uma região conhecida como Igarapé Baunilha, no interior da TI, para a instalação ou ampliação de garimpos ilegais.

Fonte: Portal Giro