Itaituba está entre as cidades com mais ligações irregulares de energia do Pará, aponta Equatorial
Somente em 2020 cerca de 140 mil casos de ‘gatos’ foram registradas no estado. Belém é a cidade que lidera o número de incidentes, diz levantamento.

Um levantamento feito pela Equatorial Pará apontou que, Itaituba está entre os municípios do Estado com índices expressivos de ligações irregulares de energia: em média 5 mil ‘gatos’. Outras cidades como Parauapebas, Marabá, Abaetetuba e Altamira também registram média de 5 mil regularizações.


A informação, divulgada nesta terça-feira (27) pela Equatorial Pará, revela que, somente no ano passado, cerca de 140 mil casos de ligações irregulares foram registradas no estado. Belém é a cidade que lidera o número de irregularidades, quase 20% desse total, com um número de mais de 28 mil, seguido de Ananindeua e Santarém com mais de 10 mil e 8 mil, respectivamente, aponta o estudo.

No primeiro trimestre de 2021, já foram regularizadas mais de 35 mil instalações que se encontravam em situação de desvio de energia no Pará. A quantidade de fiscalizações foi reduzida em 2020 por conta da pandemia Covid-19, no entanto o trabalho já retomou em diversas localidades do Estado. “É importante que todos saibam que quem furta energia está fomentando a sonegação de impostos, contribui para que ocorram acidentes envolvendo a rede elétrica e ainda são responsáveis por oscilações nos níveis de tensão e faltas de energia”, alerta o gerente de serviços técnicos e comerciais da Equatorial Pará.   
 
No ano passado, o índice de perdas energéticas no Pará ficou em 30,79%. O que significa que de toda a energia comprada pela Equatorial para atender o Estado do Pará, mais de 30% é perdida. É um aumento de 0,72% em relação ao ano de 2019. Esse percentual faz com que a Equatorial Pará figure na terceira posição de um ranking de perdas composto por 15 distribuidoras de energia do norte/nordeste.
 
Os danos da irregularidade afetam os pilares da economia de forma significativa, pois o furto propicia a sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Confins), que vêm incluídos nas contas de energia elétrica e cujos recursos arrecadados são repassados integralmente aos Governos Federal e Estadual. Esses recursos poderiam ser investidos na construção de escolas, hospitais, construção e pavimentação de estradas, entre outras melhorias estruturais.  
Fonte/Equatorial