LUTO NA MÚSICA

Vocalista da banda Calcinha Preta estava internada desde 11 de fevereiro em virtude de problemas renais

 quarta-feira, 23/02/2022, 20:02 - Atualizado em 23/02/2022, 20:15 -  Autor: DOL


Vocalista da banda Calcinha Preta, Paulinha Abelha morreu nesta quarta-feira (23) aos 43 anos em Aracaju (SE). A morte foi confirmada pela assessoria de imprensa do Hospital Primavera, onde estava internada, em coma, desde 11 de fevereiro devido a problemas renais.

Ela passou mal no início do mês durante uma turnê em São Paulo. Na última semana, a equipe do Calcinha Preta afirmou ao site UOL que a cantora estava com uma bactéria no cérebro, o que foi posteriormente rebatido pela equipe médica responsável pelo tratamento da artista.

Verificado

Aracaju/SE, 23 de fevereiro de 2022, às 20H

NOTA DE FALECIMENTO

O Hospital Primavera comunica, com pesar, que a cantora, Paula de Menezes Nascimento Leca Viana, Paulinha Abelha, faleceu hoje às 19h26 em decorrência de um quadro de comprometimento multissistêmico.

Nas últimas 24 horas apresentou importante agravamento de lesões neurológicas, constatadas em ressonância magnética, e associada a coma profundo.
Foi então iniciado protocolo diagnóstico de morte encefálica, que confirmou hipótese após exames clínicos e complementar específicos.

Ela estava internada no Hospital Primavera desde o dia 17 de fevereiro, sob os cuidados das equipes médicas de terapia intensiva, neurologia e infectologia.

Dr. Ricardo Leite –CRM 3355
Diretor Técnico do Hospital Primavera
Dr. André Luis Veiga de Oliveira – CRM 2499 – RQE 2825
Médico Intensivista do Hospital Primavera
Dr. Marcos Aurélio Alves – CRM 1592
Médico Neurologista do Hospital Primavera

QUADRO DELICADO

No último boletim médico divulgado, o quadro neurológico era o que mais preocupava. Segundo os especialistas, ela estava em uma escala de Glasgow 3, considerado “o mais grave do coma”, embora ainda poderia ser reversível.

“Em nenhum momento falamos em morte cerebral. Existe o coma profundo, que traduz uma injúria encefálica severa, mas não existe o conceito de irreversibilidade ainda”, disse o diretor técnico do Hospital durante entrevista coletiva realizada no início da semana.