Agentes da PF vasculham alvo da operação Alerta Amazônia 2 - Divulgação/PF.09.02.2022


09/02/2022

Um homem foi preso nesta quarta-feira (9), no Distrito de Moraes de Almeida, em Itaituba, no sudoeste do Pará, durante cumprimento de mandado judicial pela Polícia Federal no âmbito da operação ‘Alerta Amazônia 2’, que combate o desmatamento na Floresta Nacional de Altamira, em Itaituba. A PF cumpre três mandados, sendo dois no Pará, e em São Paulo. 

 

Em Moraes de Almeida, os federais prenderam um homem que se encontrava em um dos alvos da operação por posse ilegal de 252 munições de calibre 12. Ele foi conduzido para Itaituba. Ainda no Pará, os agentes da PF também estão cumprindo mandado de busca e apreensão em Santarém, em imóvel localizado no bairro Alvorada. 

 

As investigações mostram o desmatamento da floresta por corte raso (eliminação total da vegetação de uma área) no quantitativo total de 2.070 hectares, o que corresponde a mais de 2.000 campos de futebol. 

 

A Justiça Federal de Itaituba, além de expedir os mandados de prisão dos investigados, determinou também o sequestro/arresto/bloqueio de bens de todos os envolvidos no valor total de R$ 30.062.881,62, considerando valores estimados para reparação dos danos bem como ressarcimento do proveito econômico auferido com os crimes, tudo calculado através de laudo pericial. 

 

A Operação ‘Alerta Amazônia 2’ é continuação da operação de mesmo nome deflagrada em setembro do ano com o mesmo foco: combater o desmatamento a corte no raso no interior de Unidade de Conservação Federal.


Os crimes investigados no Inquérito Policial correspondente são de danos a Unidade de Conservação (art. 40 da Lei nº 9.605/1998), descumprimento de embargo ambiental (art. 330 do CP), obstar ou dificultar atividade de fiscalização ambiental (art. 69 da Lei nº 9.605/1998), incêndio em floresta (art. 41 da Lei nº 9.605/1998) e associação criminosa (art. 288 do CP). 

 

O nome da Operação faz referência a alertas de imagens de satélite acompanhados pela Polícia Federal referentes a desmatamentos na Amazônia.


Fonte Portal OESTADONET