FRANCO-ATIRADORA

Segundo as autoridades ucranianas, ela foi deixada para trás pelos próprios companheiros de combate

 segunda-feira, 28/03/2022, 16:58 - Atualizado em 28/03/2022, 16:58 -  Autor: Daily Star

O conflito armado que envolve russos e ucranianos já passou de um mês de batalhas e até agora, longe de um cessar-fogo e acordo de paz, só contabilizou mortes e destruição até o momento. E em meio aos transtornos, personagens vão se destacando, seja para o bem ou para o mal.

Uma franco-atiradora que lutava pela força de invasão russa foi capturada por tropas ucranianas depois de ser deixada para morrer por seus companheiros.

Irina Starikova, codinome Baghera, teria matado, ao menos, 40 pessoas, incluindo civis ucranianos - mas sua verdadeira identidade permanece incerta e está envolta em mistério.

Acredita-se que Irina tenha nascido originalmente na Sérvia. De acordo com alguns relatos, ela seria uma ex-jogadora profissional de handebol chamada Daniela Lazovic.

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Também há relatos de que ela já foi uma freira, que se tornou traficante de drogas, antes de se converter ao Islã.

Ela luta em nome dos rebeldes pró- Rússia em Donestk desde 2014, quando Putin invadiu o território ucraniano na Crimeia e partes do Donbas. 

A agência de notícias do Ministério da Defesa de Kiev, ArmyInform, informou que as “ZSU [Forças Armadas Ucranianas] haviam detido a famosa atiradora Baghera de ORDLO [território ocupado russo], que atirou em prisioneiros ucranianos em 2014”.

O comunicado de imprensa oficial continuou: “De acordo com alguns voluntários, ela matou pelo menos 40 ucranianos, incluindo civis”.

De acordo com o militar ucraniano Vlad Ivanov, "Baghera" foi ferida antes de ser capturada e tratada por médicos do exército ucraniano.

Segundo relatório dos serviços de inteligência ucranianos, ela serve nas unidades da "Milícia do Povo na RPDC" desde 2014.

Irina afirma que foi abandonada no campo de batalha por seus companheiros.

"Eles me abandonaram. Sabendo que eu estava ferido e tinha a oportunidade de me levar, eles decidiram me deixar, esperando que eu morresse", explicou.