MP investiga suposto enriquecimento ilícito durante a gestão de ex-prefeito de Juruti

Imagem meramente ilustrativa - RP

PORTAL OESTADONET - 11/03/2022

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), pela Promotoria de Justiça de Juruti, instaurou um procedimento preparatório para apurar denúncia de suposto enriquecimento ilícito contra um ex-assessor especial do gabinete do ex-prefeito do município de Juruti, no oeste do Pará, Manoel Henrique Gomes Costa.

 

Instaurado pelo promotor de Justiça Osvaldino Lima de Sousa, titular da Promotoria de Faro, o inquérito civil nº 000691-092/2020, investiga eventual ato de improbidade administrativa cometida pelo antigo gestor municipal e seu assessor. 

 

De acordo com o MP, o objetivo da investigação é corroborar as possíveis práticas de enriquecimento ilícito do ex-assessor Edivan de Souza Gonçalves e mensurar o valor do dano ao erário público na época em que Manoel Henrique Costa era o prefeito da cidade. A denúncia relata que alguns funcionários públicos receberam, durante a sua gestão, salários sem trabalhar na secretaria onde estariam lotados.

 

A denúncia é referente ao período de 2019.

 

A Notícia de Fato nº 000691-092/2020 relata que o ex-assessor Edivan de Souza Gonçalves teria recebido salário da Prefeitura Municipal de Juruti, de 2017 a 2020, mas não trabalhou de fato e que neste período estaria residindo na cidade de Santarém, em razão de cursar direito em uma universidade particular da cidade.

 

Edivan foi contratado em 2017 para cargo comissionado, recebendo salário bruto de R$ 1.686,60

 

Para a Promotoria de Justiça, o ex-prefeito Manoel Henrique Gomes Costa, na época dos fatos, teria concorrido para o ato de improbidade administrativa em benefício de Edivan de Souza Gonçalves. “A manutenção de “funcionários fantasmas” pela Administração Pública configura improbidade administrativa”, reforça a denúncia contra o ex-prefeito petista.

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Título RP