Após 17 dias de trégua prossegue destruição de máquinas que operam na garimpagem no sudoeste do Pará

Portal OESTADONET - 06/03/2022

Imagens divulgadas por garimpeiros mostram ação das forças de segurança e do IBAMA em garimpos de três municípios do sudoeste do Pará - Créditos: Reprodução/redes sociais

Vídeos publicados em grupos de whatsapp, neste domingo(6), mostram imagens que estão sendo atribuídas a retomada da operação ‘Caribe Amazônico’, que reprimiu no período de 14 a 17 de fevereiro deste ano as atividades de garimpo ilegal na região do Rio Tapajós, sobretudo nas áreas de Itaituba, Novo Progresso e Jacareacanga. 

 

Durante a primeira fase da operação, há cerca de 17 dias,  agentes da Força Nacional, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), e da Polícia Federal (PF) destruíram 21 máquinas escavadeiras e 15 acampamentos usados pelos garimpeiros na região cortada pelo Rio Tapajós. Houve ainda a destruição de uma balsa de exploração de ouro no leito do rio, além de motos, carros, motores e 41 mil litros de combustível. As estimativas da PF é de que os bens destruídos somam R$ 12,085 milhões.

 

Neste domingo(6), há imagens sendo atribuídas à destruição de equipamentos e máquinas em quatro garimpos: Santa Rita e Alto Alegre, às margens do rio Creporizão, em Itaituba; São Raimundo, próximo a Novo Progresso, e Cabacal, em Jacareacanga.

 

Áudios atribuídos a garimpeiros revelam que a ação neste domingo pegou de supresa quem estava em atividade nessas localidades. Há relatos de uso da força pelas equipes de fiscalização. Uma mulher diz que os agentes rasgaram os documentos apresentados e teriam agredido um garimpeiro.

 

Portal OESTADONET tenta contato com os órgãos de segurança, da Polícia Federal e do ICMbio para confirmar a responsabilidade e os objetivos dessa ação de destruição de máquinas e equipamentos que vem sendo revelada por garimpeiros.

 

No último dia 18 de fevereiro, áudios que circularam em grupos de whatsapp informavam que a operação havia sido suspensa por determinação do ministro da Justiça Anderson Torres, que teria atendido a pedidos do prefeitos de Itaituba, Valmir Climaco, do deputado federal José Priante e do senador Zequinha Marinho. Mas o Ministério da Justiça, naquela ocasião, não confirmou oficialmente o encerramento da operação Caribe Amazônico, embora as ações que vinham sendo executadas durante a semana tenham sido suspensas.