DENÚNCIA

 O Major Kojak, Sargento Gomes e o Cabo Hálison teriam agido de forma ilegal ao abordar o denunciante | Reprodução/Redes Sociais

O denunciante afirmou que os agentes teriam tentado suborná-lo durante abordagem ocorrida durante o Carnaval.

 segunda-feira, 14/03/2022, 17:18 - Atualizado em 14/03/2022, 18:28 -  Autor: Redação

O Código Penal Brasileiro define define como crimes de abuso de autoridade aqueles cometidos por agente público, servidor ou não, que use o poder de seu cargo com a finalidade específica de prejudicar alguém, beneficiar a si mesmo ou praticar ato por puro capricho ou satisfação pessoal

Três agentes da Polícia Militar, identificados como Major Kojak Santos, Sargento Benedito Filho e o Cabo Hálison Pantoja, foram representados criminalmente sob a acusação de abuso de autoridade. O crime teria ocorrido no dia 1º de março, no município de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó. O pedido de representação contra as autoridades policiais foi feito diretamente à Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Pará e também ao Ministério Público Militar. A denúncia foi protocolada nesta segunda (14).

De acordo com a denúncia, protocolada no Ministétio Público e na Corregedoria da Polícia Militar, os agentes teriam passado dos limites legais durante abordagem ao um empresário (que terá seu nome preservado). Na ocasião, os policiais teriam alegado que receberam uma denúncia de que o empresário estaria portando uma arma de fogo ilegal. 

Durante a abordagem, que ocorreu em uma praça pública da cidade, os policiais teriam afastado o rapaz para uma área mais reservada dentro da Delegacia Policial do município, com a finalidade de coagir e ameaçar o empresário. 

Ainda de acordo com a denúncia, assim que chegaram ao local, os agentes militares teriam solicitado certo valor para que liberassem o autor juntamente com a arma. Ao longo da negociação, os policiais teriam feito tortura psicológica contra o empresário, deixando claro que o mesmo só seria liberado após o pagamento do valor solicitado pelos policiais.

O empresário se negou a entregar qualquer valor aos policiais, que decidiram dar voz de prisão ao autor, levado para uma cela prisional.