VIDAS SEM MUITO VALOR

Posto de combustíveis para atendimento dos indígenas

JACAREACANGA - PA (06.04.2022)Quanto vale para você, uma vida? -As coisas cada dia se mostram mais difíceis, principalmente ao menos favorecido, até por  muitas vezes, instituições responsáveis em contribuir por suas responsabilidades constitucionais com o bem estar da coletividade, ja  que recebem repasses financeiros para custeio da garantia e promoção desses  direitos, muitas vezes  negligenciam na execução, minando o Estado Democrático de Direito, ao ser subtraído o direito adquirido do povo em tê-los reconhecidos e assistidos como cidadãos.

Prova desse descaso criminoso se mostra de forma inequívoca  nesse pequeno vídeo em que professores, que trabalham na Terra Indígena Munduruku, com indígenas crianças e ainda idosos, são transportados em um "Pau de Arara", por mais de 100 Km em regulares viagens, até o porto denominado Ramal, local posterior ao trecho encachoeirado, com a finalidade de mudarem de transporte, dessa vez, utilizando transporte fluvial e singrando Tapajós acima para chegarem em seus respectivos aldeamentos muitas horas e as vezes dias depois.

Além dos perigos de uma viagem  em trecho rodoviário no verão com espessa e frequente poeira, no inverno os atoleiros e dificuldades de se transitar pela Transamazônica  são constantes, e ainda ao serem transportados via fluvial a coisa fica difícil também, pois se misturam a exemplo do transporte de "Pau de Arara" em  uma voadeira  menor que o Caminhão e aí se amontoando no diminuto espaço, cargas e gente em um espaço mais reduzido ainda, e juntos sem tomarem conta do perigo de vida que estão expostos,  Idosos, crianças, professores com bens de consumo que os indígenas compram, alem de farta quantidade de combustíveis, para uso nas escolas e até combustíveis dos próprios indígenas que levam para suprir suas necessidades em transporte nas longas e intermináveis vias fluviais dos aglomerados humanos que formam mais de uma centena de Aldeias do Povo Munduruku.

Ninguém alega desconhecer que é cultural do povo indígena independente da etnia, que o ancião silvícola,  em sua maioria,  é afeto ao tabagismo frequente e ao acender seu fumo provoca faiscas concorrendo para aumentar o perigo de acidente pois nos amontoados de pessoas com cargas muitas vezes em suas longas e madorrentas viagens, taciturno segue sentado sobre um carote, pitando sua cigarrilha.

Todo combustível que segue frequentemente para suprir  necessidades nos aglomerados humanos indígenas,  sua aquisição é feita pela Prefeitura Municipal que tem à disposição para distribuição um Barco-motor fundiado no porto de embarque e desembarque aonde abastecem as voadeiras e carotes para o combustível ser transportado. Surgindo o perigo de acidente a partir desse momento em que o abastecimento é feito com as crianças e idosos à bordo ja da embarcação  que os transportarão sem cautela alguma como deve ser estabelecido por normas ou regras.

Apelo à douta Promotora de Justiça Dra. Lilian Regina Furtado Braga do Ministério Público do Pará, se tiver conhecimento desta postagem que creio que terá, pois sua assessoria através da Dra. Renata Bilby,  prestimosa servidora do MP e  sempre bem antenada nos assuntos  que ensejam a proteção ministerial, deve repassar a presente matéria, da qual peço encarecidamente em defesa da coletividade indígena, e dos professores que se fixam nos aldeamentos que de pronto transforme em uma denúncia, para que seja instaurada uma NOTÍCIA DE FATO. Fazendo lembrar que caso ocorra um acidente no transporte de combustíveis, cargas com pessoas juntas, com absoluta certeza é muito facil imaginar que terá ampla proporção e com vitimas.

Sobre essa terrível e previsível possibilidade, há muito tempo, ja é tida como uma tragédia anunciada.

O Governo anterior fez essa separação de cargas e passageiros, fazendo aquisição de um ônibus para transporte somente de pessoas. no entanto não se tem conhecimento o porquê desse cuidado ter sofrido solução de continuidade.