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Vereador participa das sessões armado, e colegas se sentem intimidados em Itaituba

Conrado diz que anda armado porque ainda é delegado. Felipe Marques, com o apoio dos demais parlamentares, solicitou a presença de policiais durante as próximas sessões na câmara de vereadores.

04/05/2022 às 12h06Atualizada em 04/05/2022 às 13h28

Por: Inácio dos SantosFonte: Da Redação/RB1

No centro, de paletó, o Vereador Conrado Wolfring. (Foto: Reprodução).

Vereadores da Câmara Municipal de Itaituba, no sudoeste do Pará, sentem-se intimidados em virtude de um colega – o Vereador Delegado Conrado Wolfring (PSB) – comparecer às sessões armado. Ao fazer uso da tribuna na sessão desta terça-feira (03), o assunto foi pautado pelo Vereador Felipe Marques (PSL), que não concorda com a situação.

Na ocasião, Felipe chegou a chamar Conrado de “ex-delegado”, momento em que este levantou e disse que “ainda era delegado e que andava com sua arma”. Segundo Felipe, Conrado chegou a mostrar a arma, o que para ele foi uma ameaça à sua pessoa.

[...] a corregedoria da Polícia Civil estava no município para ouvir algumas pessoas a respeito exatamente do ex-delegado Conrado está indo armado para as sessões, e falei que eu estava disposto a ser ouvido pela corregedoria para falar do caso. Nesse momento, ele levantou da sua mesa abriu o paletó dele e mostrou a arma e ficou esbravejando descontroladamente 'Eu sou delegado sim. Está aqui minha arma. Eu tenho porte', com intuito de até intimidar a gente -  disse Felipe
.

Vereador Felipe Marques. (Foto: Reprodução).

Por outro lado, Conrado afirma que fez apenas uma encenação para confirmar que ainda é delegado, haja vista que Marques, em seu discurso, chamou-o de 'ex-delegado'. Sobretudo, relata que sua arma não chegou a aparecer e se dispôs a não comparecer mais às sessões portando-a.

No caso ali, ele disse que eu não era mais delegado. Eu sou delegado sim. Eu ando com minha arma. Minha arma não apareceu; é muita pequena. Nem dá para ver com paletó, e ele se sentiu ameaçado, mas aquilo foi uma encenação. Eu me dispus a não levar mais essa arma. Eu sei que foi um circo para atacar minha pessoa, mas é importante que o Felipe leve a Polícia Militar, a Civil... Acredito que não vá a Polícia Civil, que a é outra função - pontuou.

Parlamentar afirma andar com a arma, mas relata que não a mostrou. (Foto: Reprodução). 

Além disso, informou que é de oposição e, por conta disso, vem sofrendo ataques de outros vereadores. “Eu sou oposição. Tudo que eu falo, sou atacado. Eu vejo a maioria defendendo o prefeito, enquanto deveria fiscalizar. Eles defendem o prefeito. A minha questão é onde está o dinheiro público? A minha questão é sempre cobrar o investimento do dinheiro público na população, porque é um município rico, mas a população é pobre. Era para a população está muito melhor de vida pelo dinheiro que entra no município”, finalizou.

No final da sessão, momento em que é aberto para os requerimentos verbais, Felipe Marques fez um requerimento pedindo que a presidência da Câmara despachasse um ofício para as polícias civis e militares se fazerem presentes nas próximas sessões. “

[...] isso é para garantir a integridade física de nós vereadores. Todos os vereadores se manifestaram favoráveis ao meu requerimento e também falaram do constrangimento que foi; do perigo que foi. Tinha mães. A sessão estava sendo presidida por uma mulher, e todo mundo ficou nervoso -  expôs Felipe.

Conrado diz que anda armado porque ainda é delegado. Felipe Marques, com o apoio dos demais parlamentares, solicitou a presença de policiais durante as próximas sessões na câmara de vereadores.

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Título e imagem principal -  RP

Remendo RP - É lúcido imaginar que a forma  de exibir aparente em sua cintura uma arma de fogo, privativa da Policia Civil do Estado, mostra uma faceta do cidadão e vereador Conrado que todos sabem: Seu caráter controverso e fomentador de confusões, não nutrindo por seus pares e a maioria da população que pugna pela urbanidade e respeito o mínimo de afeição e consideração.

Conrado é Delegado licenciado para exercer cargo politico e mesmo tendo autorização  legal para portar armas que caracteriza-se como uma ação temerária em uma Casa de Leis e atentando contra o decoro parlamentar a atitude do mesmo em plenário onde são discutidos ferozmente ideias,  ecoa como ação além de  temerária onde causou pavor nos seus pares, quebra significativa de decoro parlamentar que deve ter reparo legal imediato para coibir atitudes insanas.

O RP poderia classificar a atitude imprudente, ameaçadora, intimidatória do censurado edil como  um equivoco, como se acostumado a usar arma, esqueceu-se de deixá-la no carro, porém como livres pensadores chega-se a conclusão de duas situações: Ou o nobre Vereador Conrado sofre de suas faculdades mentais, abandonando que suas atitudes sejam ao menos  razoáveis, ou quer mesmo levar na intimidação àquele que contrapõe-se às suas ideias.

Já imaginou se o nobre Vereador  Felipe Marques ou outro de seus pares, incorporarem o espírito "pacifista"  do Delegado-Vereador Conrado, muito fácil presumir que haverá duelo entre as bancadas ou um quebra-milho generalizado, aí chega a hora do salve-se quem puder!!!