Imagem ilustrativa - Indígenas Munduruku

JACAREACANGA(PA), 28.05.2022 No exercício pleno do Blog Rastilho de Pólvora, para  fazer a informação ser propagada  com rapidez e responsabilidade, fizemos buscas incessantes sobre  quem seria  MARTIM CORREIA DE FREITAS, nome do cidadão indicado como servidor da Funai para exercer o cargo em comissão de Coordenador Técnico da Funai de Itaituba, tendo a difícil, árdua missão de prestar assistência e promover trabalho digno como indigenista para uma população  superior  a 25 mil pessoas esparsas em um território de pouco mais de dois milhões e quinhentos mil hectares, distribuídos em quase duzentos núcleos humanos, e a responsabilidade estatal do Organismo Indigenista Federal se estendendo pelos corredores ribeirinhos  de Jacareacanga até a foz do Rio Tapajós em Santarém e ainda três Aldeias no perímetro urbano do município de Itaituba, Mangue, Praia do Índio e outra no Km 45 sentido Itaituba/Jacareacanga.

Em pesquisa até no Google MARTIM, surge discretamente sem maiores informações e mesmo com discreta ilação ao seu nome, seria temerário  utilizar-se das parcas informações contidas na pesquisa para divulgação, o qual  poderia se tratar de uma pessoa homônima.

Importante salientar que o cidadão hoje nomeado para a titularidade  da Coordenação Regional da Funai - Tapajós  ao que parece vive sem grande projeção e exposição social em Itaituba, a não ser certa assiduidade em uma Igreja Católica na periferia da cidade, podendo ser até natural desta cidade e região já que desde o inicio da década de 90 registra sua fixação na Cidade Pepita.  Foi militar do 53º Btl de Infantaria e Selva  sendo colocado para a reserva devido ter expirado seu tempo constitucional, tendo no ocaso de sua vida militar  sido relacionado à reserva na graduação de 3º Sargento. Lembrando-se que a Funai  na década de 90 já teve em suas fileiras trabalhando em Postos Indígenas dois Sargentos da reserva (Luiz Paiva e Augusto Martins) fieis soldados do indigenismo que contribuíram por seus trabalhos  com a vigilância e proteção do Território dos Munduruku.

MARTIM nunca teve oportunidade de  relacionar-se por trabalho com os indígenas, desconhece a legislação indigenista e terá certa dificuldade em emplacar seu trabalho para participar de discussões  que versam sobre direitos indígenas. Após sua saída do E.B.  MARTIM desaparece das informações que recebi em poucos instantes, surgindo prestando serviços no atendimento do INSS por certo período. 

Para informação, a única relação com indígenas é ter participado da segurança de Urnas Eleitorais em eleições pretéritas em que o E.B. embarcou seus soldados para essa guerra de proteção aos pleitos realizados

O DESAFIO DO NOVO COORDENADOR

1 - Ser aceito sua nomeação pelos Munduruku caso contrário  torna-se praticamente impossível ao menos ter acesso às dependências da Instituição. Recordo a nomeação do ex-prefeito de Aveiro, FUZICA para um cargo secundário na Funai em que os indígenas do Mangue Praia do Índio e ameaça de chegada  de vários guerreiros do alto Tapajós impediram-no de entrar no prédio e teve que retornar da porta de entrada da Funai.

2 - É sabido que em se tratando do Povo Munduruku está ocorrendo nesta nomeação uma inversão de situação, uma vez que tornou-se praxe entre Funai e Indígenas a nomeação de pessoas para cargos comissionados indicados sob a chancela e decisão dos líderes indígenas, que  irão resistir com certeza pois considerarão uma imposição inaceitável. 

3 - A resistência se somará, pelo trabalho do indigenista Arthur Leal, que encontra-se na interinidade do cargo em muito tempo e ainda por sua luta com as armas que tem... ou seja quase nada!  e age quase até sem uma borduna.

4 - Administrar a Funai hoje, é estar em cima de um barril de pólvora pitando uma cigarrilha, Com um miserável orçamento de 120 mil reais no ano, ou 12 mil ao mês; uma dotação insuficiente até para custear  despesas com combustíveis,  para o Coordenador deslocar-se até em Jacareacanga para chegar à Aldeia mais próxima que é do outro lado do rio e reunido com lideranças somente balbuciar monossilabicamente NÃO...NÃO...NÃO... e entregar à politicagem o principal ator de apoio à causa e direitos indígenas o Organismo Indigenista Federal, se submetendo e comprometendo-se n jogo politico do sistema. Isso e mais alguma coisa espera por MARTIM à frente da Funai.

5 -  Um dos assuntos tratados na ordem do dia da XXXI ASSEMBLEIA DO POVO INDIGENA MUNDURUKU, ocorrida recentemente  na Aldeia Katõ do Rio Kabitutu berço de atuação e emanações das tradições ensinadas  pelo lendário  Cacique Biboy Kabá, local de nascimento de seu neto Giovani Kabá, que hoje é Vereador, o nome de ARTHUR foi exarado com votação  unânime para solicitar-se à Brasília sua urgente  efetivação no cargo principal por  encontrar-se comandando o Órgão por muito tempo. Ja que essa decisão pela contratação de outra pessoa que não  fora  apontada pela comunidade persistir... Crê-se que o intento da nomeação, estará fadado ao fracasso. O novo coordenador se for efetivado realmente no seu trabalho, além desses problemas deverá  saber, ter paciência, lucidez, disposição, coragem para gerenciar CONFLITOS.