Falsidade ideológica e falsificação de documentos

Portal OESTADONET - 19/07/2022

Ex-sargento Gilson e a coronela da reserva Keyla - Créditos: Arquivo

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 2º Promotoria de Justiça Militar (2ª PJM), ofereceu denúncia contra o ex-sargento Gildson dos Santos Soares e a coronel da reserva Andrea Keyla Leal Rocha, ambos da Polícia Militar, por crimes de falsidade ideológica e falsificação de documentos. Eles foram denunciados pelo MP sob inúmeras acusações, entre elas, a venda de vagas para a 1ª Companhia de Policiamento Ambiental (1ª CIPAMb), no município de Santarém, no oeste do Pará, além de ameaças de morte, assédio moral e tortura. 

 

De acordo com informações obtidas pelo Portal OESTADONET, o juiz Lucas do Carmo de Jesus, da Vara Única da Justiça Militar do Pará, ainda não se manifestou sobre a denúncia do MP. 

 

O ex-sargento Gildson dos Santos Soares atualmente está preso no Centro de Recuperação Coronel Neves (CRCAN), em Belém, por ordem do juiz Gabriel Veloso, da Terceira Vara Criminal de Santarém, por quebra de medidas cautelares. No dia 26 de julho do ano passado, o juiz militar Lucas do Carmo determinou a prisão de Gildson e o afastamento da coronel Andrea Keyla Leal Rocha. Ela foi exonerada em julho do ano passado do Comando de Policiamento Ambiental  (CPA), figura como oficial investigada. Keyla foi para a reserva no início deste ano.

 

Tanto o ex-sargento quanto a coronel da reserva da PM são alvos de uma investigação por envolvimento em um suposto esquema de venda de vagas para a 1ª Companhia de Policiamento Ambiental (CIPAMb) em Santarém. As denúncias foram corroboradas por depoimentos de policiais que foram cobrados para pagar pelas vagas oferecidas por Gildson e que seriam abertas na Companhia com as transferências de antigos membros. 

 

As investigações do MP apontaram para o envolvimento da oficial Andrea Keyla Leal Rocha, que chancelava investidas do sargento Gildson e decidia pelos militares que ficaram subordinados ao seu comando.

 

Em julho de 2021, durante o andamento das investigações, o sargento Gildson dos Santos foi preso por ordem do juiz militar Lucas do Carmo de Jesus. O pedido de prisão, naquela ocasião, foi feito pelo promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, e pela promotora de Justiça de Santarém, Dully Araújo. 

 

No último dia 14 de julho, o promotor Armando Brasil encaminhou ofício ao juiz da Vara da Justiça Militar solicitando prazo para efetuar a juntada das mídias referentes aos depoimentos colhidos no procedimento investigatório criminal.

 

O ex-sargento Gildson dos Santos foi pronunciado ao Tribunal do Júri por crime de homicídio, mas a defesa aoelou ao TJPA e a sessão do conselho de sentença ainda não foi confirmada.