Portal OESTADONET - 13/07/2022

Há exatos cinco anos e dez dias, policiais civis da Delegacia de Atendimento à Criança e Adolescente(DEACA) prenderam o médico Alvaro Cardoso Magalhães. Além dele, duas mulheres também foram presas acusadas de pertencerem à uma rede de pedofilia, que atuava no município de Santarém, no oeste do Pará. 

 

Álvaro Cardoso Magalhães está preso no Centro de Recuperação do Coqueiro,  presídio na região metropolitana de Belém. Ele foi condenado no dia 25 de outubro de 2017 a 22 anos de prisão pelo juiz Alexandre Rizzi pelos crimes de estupro de vulnerável e pedofilia, juntamente com Odete Fritz e Darliane dos Santos. No início de novembro daquele ano a defesa do médico recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado.

 

No dia 28 de agosto de 2018, os desembargadores que integram a 3ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará deram provimento ao  recurso interposto pelo Ministério Público para reformar a pena definitiva do médico Álvaro Magalhães Cardoso para 41 (quarenta e um) anos, 03 (três) meses, 26 (vinte e seis) dias de reclusão e ao pagamento de 10 (dez) dias-multa, pelos crimes de pedofilia e estupro de vulneráveis.

 

O trio foi denunciado à Justiça por supostos crimes de estupro de vulnerável e pedofilia. O processo tramitou em segredo de Justiça. As investigações que levaram à prisão de Álvaro Cardoso Magalhães e das mulheres Darliane dos Santos e Odete Ebertz começaram em maio de 2017. Neste mesmo ano, no dia 3 de julho, a polícia concluiu as apurações e, com autorização judicial, prendeu os suspeitos. 

 

Álvaro Cardoso foi preso às 06h00, quando chegava em sua residência, no bairro Esperança, após cumprir plantão no Hospital Municipal de Santarém, onde trabalhava. Diferente de seu colega de profissão, o médico Giovanni Quintella Bezerra, preso esta semana por estuprar uma grávida, o santareno foi denunciado por abusar sexualmente de crianças. Uma das vítimas seria filha de uma mulher com quem o médico mantinha uma relação amorosa, apesar de ser casado. A outra mulher envolvida nessa rede de pedófilos, foi apontada pela polícia como suposta agenciadora. Os relatos deste caso também são estarrecedores. 

 

Naquela ocasião, a polícia apreendeu vários equipamentos eletrônicos na casa dos acusados, como HD de computador, notebook e celular do médico. Os policiais ficaram estarrecidos com o que viram no conteúdo de vídeo dos celulares dos suspeitos. Havia muitas imagens de órgão genital de meninas e textos de mensagens pelo aplicativo de mensagens trocadas pelos acusados, através das quais combinavam encontros em um motel da cidade, para onde a criança também seria levada pela mãe.

 

Esta semana, a prisão do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, no Rio de Janeiro,  é o caso mais recente envolvendo médicos praticando crimes contra pacientes e traz à tona, lembranças de outros médicos que cometeram crimes atrozes contra seus pacientes e que mancham a verdadeira missão desses profissionais. 

 

Mais casos pelo Brasil

 

Roger Abdelmassih, médico condenado a 278 anos de prisão por 52 estupros e quatro tentativas de abuso a 39 mulheres; Hélcio Andrade, ginecologista da Casa da Mulher Taubateana, em Taubaté, preso também por estupro; Virgínia Helena Soares de Souza, ex-chefe da UTI  do Hospital Evangélico de Curitiba, que responde pela morte de sete pacientes possivelmente por eutanásia; Denísio Marcelo Caron, médico sem especialização em cirurgia plástica, que causou a morte de cinco vítimas; Eugênio Chipkevitch, ucraniano naturalizado brasileiro, pedófilo, acusado de abusar de pelo menos 35 garotos, de idades entre 8 e 16 anos; Giovanni Quintella Bezerra, preso por estupro de paciente grávida.