Portal OESTADONET - 29/07/2022

Créditos: Imagem ilustrativa

Além dos casos de Covid-19 que continuam sendo registrados na região garimpeira no Alto Tapajós, a malária é outra doença que preocupa moradores e as autoridades médicas do município de Jacareacanga, no sudoeste do Pará. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde e o Distrito Sanitário Especial Indígena Rio Tapajós (DSEI), o risco maior se concentra nas terras indígenas, sobretudo nas localidades próximas onde há fluxo intenso de forasteiros exercendo a atividade garimpeira ilegalmente.

 

A presença de garimpeiros na região aumenta o risco de a doença chegar às aldeias indígenas. Por esse motivo, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), está reforçando as ações de combate à malária em garimpos. A Sespa está reforçando a equipe de Força Tarefa para atuar com ações de prevenção à doença no município de Jacareacanga.

 

Em portaria publicada nesta sexta-feira (29), do Diário Oficial do Estado (DOE), a SESPA designou uma equipe composta por seis servidores lotados nos municípios de Itaituba e Santarém, entre guardas de endemia e agentes de saúde para realizarem ações preventivas, além de orientação à população indígena sobre os cuidados que devem tomar para evitar a doença.

 

Jacareacanga é um dos municípios com maior índice de casos da doença no Pará. Este ano, até o mês de maio, segundo dados da SESPA, apenas área de garimpo foram registrados 1.636 casos da doença. Em área indígena foram 1.075 casos, enquanto que na área urbana 262.

 

O aumento de casos de malária em terras indígenas está ligado diretamente à mineração ilegal na região. O município de Jacareacanga abriga as terras indígenas Munduruku, Kayabi e Sai Cinza, onde vivem mais de 10 mil indígenas de quatro etnias.

 

A SESPA tem atuado de forma integrada, em parceria com os municípios, por meio de força-tarefa, para garantir o diagnóstico, tratamento e a redução do número de casos de malária em todas as regiões paraenses.

 

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles (mosquito prego). As maiores incidências de infecção são ao entardecer e ao amanhecer.

 

Os sintomas mais comuns são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça (cíclicos). Antes de apresentarem essas manifestações mais características, muitos infectados sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. A doença pode evoluir para suas formas graves se não for diagnosticada e tratada de forma oportuna e adequada. 

 

Pessoas devem procurar assistência em saúde em até 48 horas após o início dos sintomas.