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Domingo, 19 de Abril de 2026
SANTARENO, ESTUDANTE DE MEDICINA É PRESO NOVAMENTE POR ARMAZENAR PORNOGRAFIA INFANTIL

JUSTIÇA
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SANTARENO, ESTUDANTE DE MEDICINA É PRESO NOVAMENTE POR ARMAZENAR PORNOGRAFIA INFANTIL

Jamil Calderaro Casseb, 26 anos, é filho do delegado Jamil Casseb

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PORTAL OESTADONET - 04/07/2025

Créditos: Jamil Calderao Casseb foi preso em flagrante — Foto: Reprodução/Instagram

O estudante de medicina Jamil Calderaro Casseb, 26 anos, foi preso preventivamente na última terça-feira (1º), em Boa Vista, Roraima, após a Polícia Civil identificar um volume expressivo de vídeos com conteúdo de pornografia infantil armazenados em seu celular e notebook. Foi a segunda vez que Jamil foi preso pelo mesmo crime.

Jamil é um dos investigados na operação que apura uma rede de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, que envolve suspeitos de diferentes estados. Um dos principais alvos é Djavan Vitor Barbosa da Silva, natural de Minas Gerais e preso em São Paulo. Ele é apontado como articulador do esquema.

A Polícia Civil informou que o inquérito segue em sigilo e que os laudos periciais continuam sendo produzidos para reforçar as provas e responsabilizar os envolvidos judicialmente. Jamil atualmente cursa medicina na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Ele é filho do delegado Jamil Farias Casseb, superintendente regional da Polícia Civil no Baixo Amazonas, sediado em Santarém.

A nova prisão ocorreu após a conclusão da perícia nos aparelhos apreendidos durante uma operação policial realizada em 23 de maio, quando Jamil foi flagrado com materiais ilegais. Na ocasião, ele foi preso em flagrante, mas acabou sendo liberado após audiência de custódia.

Segundo a Polícia Civil, os exames periciais confirmaram a gravidade da conduta. “Foi identificado um número significativo de arquivos com conteúdo pedopornográfico, demonstrando o envolvimento contínuo do investigado com esse tipo de crime”, afirmou o delegado Matheus Rezende, responsável pela investigação.

A reincidência motivou o pedido de prisão preventiva. “A reiteração da conduta criminosa deixou claro que medidas cautelares não seriam suficientes para conter o ciclo de abusos. A prisão é necessária para proteger possíveis vítimas e garantir a ordem pública”, ressaltou o delegado.

O advogado de defesa, Rhyká de Souza, informou por meio de nota que ainda não teve acesso aos autos da investigação nem às informações extraídas da perícia.

As investigações indicam que Djavan usava redes sociais e aplicativos de relacionamento para atrair adolescentes, conquistar sua confiança e, posteriormente, exigir o envio de imagens íntimas. Após receber os arquivos, ele passava a chantagear as vítimas, ameaçando expor o conteúdo se não recebessem dinheiro.

Além disso, Djavan invadia dispositivos eletrônicos e se passava pelas vítimas para enganar familiares e amigos, chegando a pedir dinheiro em nome delas. Em um dos casos, uma adolescente de 14 anos foi induzida a mentir aos pais, dizendo que precisava de dinheiro para comprar um livro digital. A farsa foi descoberta quando os pais notaram inconsistências nos pedidos e decidiram acionar a polícia.

Djavan foi indiciado por estupro, extorsão, armazenamento de pornografia infantil, uso de falsa identidade e invasão de dispositivos eletrônicos. Já Jamil responde por reiterado armazenamento de conteúdo pedopornográfico.

A operação que resultou nas prisões foi iniciada após cinco meses de investigação. Em maio, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Roraima, Amazonas e Minas Gerais, com a apreensão de celulares, computadores e documentos.

Com informações do G1 Boa Vista

FONTE/CRÉDITOS: PORTAL OESTADONET
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): PORTAL OESTADONET
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