Portal OESTADONET - 23/06/2022

Nessa área, em 2020, foram incendiadas 20 retroescavadeiras no valor de R$ 500 mil cada, mas os garimpeiros voltaram - Créditos: Arquivo/Portal OESTADONET

A presença de homens das forças policiais e ambientais causou correria entre garimpeiros que atuam de forma ilegal em áreas indígenas no município de Jacareacanga, no sudoeste do Pará. Nesta quinta-feira (23), áudios que circularam em grupos de Whatsapp, alertavam os garimpeiros sobre a presença da polícia em áreas onde o outro é explorado ilegalmente naquela região. 

 

A ação dos federais mirou a exploração garimpeira em áreas localizadas ao longo da cabeceira do rio Kabitutu. Em 2020, essa mesma região foi alvo de uma grande operação que resultou na destruição de 20 retroescavadeiras usadas na extração não permitida de minérios. A região é uma área protegida por legislação federal. 

 

 

Naquela ocasião, não houve prisão e os garimpeiros utilizaram o mesmo modus operandi desta quinta-feira: tentar esconder nas matas, os maquinários usados na extração de ouro.

 

Nas conversas em grupos de whatsapp, enviadas ao Portal OESTADONET, um garimpeiro avisava o outro sobre a ação dos federais e orientava para que máquinas e equipamentos fossem guardados para evitar que fossem destruídos na ação policial. Em um dos áudios é possível ouvir alguns disparos, possivelmente de arma de fogo.

 

Desde 2020, que a Polícia Federal, Força Nacional, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Fundação Nacional do Índio (Funai) tem intensificado o combate contra garimpos ilegais na região.

 

O garimpo clandestino causa danos ambientais devido ao uso indiscriminado de produtos químicos altamente nocivos à natureza e à saúde humana. Além disso, a presença de garimpeiros provoca uma série de problemas sociais e conflitos constantes entre os povos indígenas e os forasteiros.