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Sabado, 09 de Maio de 2026
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CPI DO "LAGO MUNICIPAL"SACODE RURÓPOLIS” E PODE LEVAR À CASSAÇÃO DO PREFEITO

Obra milionária sem placa, sem transparência e com suspeita de crime ambiental leva vereadores a abrir investigação.

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Entenda o papel do vereador e a importância das CPIs e Comissões Processantes

Vereadores de Rurópolis Guto, Lucas, Marcelo, Solange  Anderson e Jonas protocolizaram reequerimento para a composição de CPI

 

RURÓPOLIS(PA), 07Nov'20255 às 19hs34' Para compreender melhor esta matéria, é importante saber quais são as atribuições de um vereador.

A Constituição Federal de 1988 promoveu uma ampla descentralização administrativa, concedendo maior autonomia aos municípios e aos seus representantes legislativos. Assim, o vereador tornou-se o porta-voz eleito da população no âmbito municipal, exercendo a função legislativa, fiscalizando o Poder Executivo e defendendo os interesses da comunidade.O mandato do vereador é de quatro anos, conquistado por voto direto e simultâneo em todo o país, com reeleição ilimitada.

Entenda o que são CPI e Comissão Processante

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é um instrumento de investigação com poderes semelhantes aos do Judiciário, responsável por apurar fatos e possíveis irregularidades. Entretanto, ela não tem poder de punição. Já a Comissão Processante (CP) é um órgão de caráter julgador, instaurado para analisar a conduta de agentes políticos, podendo resultar na cassação de mandato.
Em resumo: a CPI investiga; a CP julga.

CPI do “Lago Municipal” sacode a política em Rurópolis

Uma obra milionária, sem placa, sem transparência e com possíveis danos ambientais pode levar ao impeachment do prefeito.

Rurópolis voltou ao centro das atenções políticas com a polêmica em torno da obra denominada “Lago Municipal”.
O projeto foi iniciado sem divulgação oficial, sem placa informativa e sem prestação de contas públicas, o que levou vereadores a protocolarem um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal.

O requerimento, apresentado nesta semana, contou com seis assinaturas entre os treze vereadores, número superior ao mínimo exigido pelo Regimento Interno (um terço dos parlamentares, ou seja, cinco assinaturas).

Assinaram o pedido de abertura da CPI:

  • Marcelo Duarte Corrêa (Marcelo da Piçarreira)

  • Solange Beatriz

  • Lucas Mansur Fernandes

  • Anderson Guimarães Pinto (Anderson do Posto)

  • Guto da Silva Touta

  • Jonas da Silva Lourenço

A CPI tem como objetivo investigar supostas irregularidades na execução da obra.


Principais suspeitas levantadas pelos vereadores

• Falta de transparência total:
Não existe placa de obra no local — item obrigatório em qualquer obra pública. Não há informações sobre o valor gasto, a empresa executora, o prazo de conclusão nem a origem dos recursos.

• Máquinas públicas trabalhando sem prestação de contas:
Moradores relatam que máquinas pertencentes ao município atuaram no local por cerca de quatro meses, sem divulgação de relatórios ou dados sobre despesas.

• Possível crime ambiental:
A área é sinalizada como Área de Proteção Ambiental (APA), mas houve supressão de vegetação e alteração do bioma, sem apresentação de licença ambiental.

• Irregularidade orçamentária:
A obra não consta no PPA, LDO nem na LOA, ou seja, não havia previsão legal nem autorização da Câmara Municipal para o uso de recursos públicos.


CPI pode abrir caminho para impeachment

Caso a CPI confirme as irregularidades, os vereadores admitem que o relatório final poderá incluir pedido de responsabilização do prefeito Zé Filho da Farmácia, o que pode culminar em processo de impeachment.

A Câmara Municipal aguarda agora a instalação formal da CPI.
Enquanto isso, a população exige respostas: quanto foi gasto? quem autorizou a obra? por que tudo foi feito sem transparência?

Por que tanta pressa para realizar uma obra às escondidas?

O caminho em contraditar essas informações de interesse público está aberto para o prefeito a hora e momento que for necessário,  no entanto enquanto isso  a população Ruropolense e os leitores do Rastilho de Pólvora   irão defrontar-se  com um  incômodo assunto que  revela  a  condução da obra do chamado “Lago Municipal”, no mínimo,  com uma postura de desrespeito aos princípios da administração pública, especialmente os da legalidade, moralidade e transparência.

O prefeito Zé Filho da Farmácia parece esquecer que o dinheiro público exige responsabilidade e clareza, não improviso e segredo.

Em vez de priorizar a boa gestão e o diálogo com a sociedade, incluindo os fiscalizadores que são os nobres vereadores,  o governo municipal atua de forma obscura, deixando a população sem explicações sobre custos, licenças e objetivos da obra.
Essa ausência de transparência mina a confiança popular e compromete a credibilidade da gestão, tornando indispensável a atuação firme do Legislativo e dos órgãos de controle.

Se confirmadas as irregularidades, o caso do “Lago Municipal” poderá marcar um dos capítulos mais graves da história recente de Rurópolis — um exemplo de como o poder sem fiscalização tende a se desviar de seu verdadeiro propósito: servir à população.

FONTE/CRÉDITOS: WALTER AZEVEDO TERTULINO
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): WALTER AZEVEDO TERTULINO
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