
ITAITUBA(PA), 27Jun'2025 às 22hr24' O Artigo 144 da Constituição Federal é claro ao estabelecer que a segurança pública é um dever do Estado, mas também um direito e responsabilidade de todos. A função primordial da polícia é, de fato, garantir a segurança e a tranquilidade da sociedade, protegendo os direitos e garantias fundamentais. Quando essa premissa é quebrada por aqueles que deveriam zelar por ela, a confiança na instituição é abalada e a própria ideia de segurança pública é desvirtuada.
Análise do Caso Relatado
O incidente envolvendo o cidadão Mário Brasil agredido no distrito de São Luiz do Tapajós é extremamente grave. A descrição das agressões, incluindo a perfuração por arma taser e a violência desproporcional testemunhada inclusive por uma criança, aponta para uma conduta policial que vai totalmente contra os princípios da legalidade, da proporcionalidade e do respeito aos direitos humanos.

É fundamental que casos como este sejam rigorosamente investigados e que os responsáveis sejam devidamente punidos. A informação de que o cidadão já procurou a Delegacia de Polícia, o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar é um passo crucial para a apuração dos fatos. A realização de exames de corpo de delito, diante dos "visíveis sinais de agressões", é um procedimento padrão e indispensável para comprovar as lesões e subsidiar as investigações.
Implicações e Próximos Passos
O fato de o Escritório de Advocacia Diogo Tertulino estar prestando atendimento à vítima para buscar indenização por danos morais e físicos é totalmente pertinente. Além da esfera criminal, que busca a responsabilização dos agressores, a esfera cível permite que a vítima seja compensada pelos prejuízos sofridos.
Para o sucesso do caso, será essencial:
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Provas: A apresentação de todas as provas disponíveis, como os laudos dos exames de corpo de delito, depoimentos de testemunhas (inclusive do menor, se for possível e apropriado com acompanhamento psicológico), e quaisquer outros registros que possam corroborar a versão da vítima.
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Acompanhamento Legal: O suporte jurídico especializado será fundamental para navegar pelos trâmites legais e garantir que todos os direitos da vítima sejam assegurados.
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Transparência e Divulgação: A divulgação do caso, como pretendido por este Blog, pode ajudar a pressionar por uma investigação célere e justa, além de alertar a sociedade sobre a importância de fiscalizar a atuação policial.
A Importância da Fiscalização e da Denúncia
Casos como este reforçam a importância da fiscalização da atuação das forças de segurança e da coragem dos cidadãos em denunciar abusos. A impunidade nesses casos não apenas perpetua a violência, mas também mina a confiança da população nas instituições.
A segurança pública só será efetiva e respeitada quando todos os seus agentes atuarem em conformidade com a lei e os direitos humanos, e quando os desvios de conduta forem rigorosamente punidos
VERSÃO DA POLÍCIA
DATA: 22/06/2025
⏰ HORÁRIO: 04:00H às 06:00H
🚔 LOCAL : SAO LUIS DO TAPAJOS
🚔 GUPM Envolvida:
CMT:CB PM RAPOSO
MOT: SD VALBER ROSA
PAT: SD COSTA
🚨 OCORRÊNCIA: DESACATO/DESOBEDIÊNCIA/RESISTÊNCIA
🚔 VTR 081 RESERVA
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📝 RELATÓRIO:
QUE A GUPM EM SERVIÇO extraordinário na comunidade de são luis doTapajós, realizaram a abordagem a um elemento em atitude suspeita que aparentemente estava com uma arma branca na sua cintura, tipo peixeira; que este desvesilhou-se da abordagem e investiu contra a gupm e que na tentativa de conter o indivíduo foi utilizado uso de aparelhamento de menor potencial ofensivo (Taser) não havendo resultado; que o suspeito continuou a investir contra a gupm; que após esgotados todos os recursos do uso de menor potencial ofensivo, os familiares do abordado tentaram impedir a ação da guarnição; que foi necessário realizar disparos de arma de fogo para cima, sendo dois efetuados pelo Soldado Valber Rosa e um pelo Cabo Raposo, no intuito de resguardar a integridade física dos agentes de segurança pública, como também das pessoas presentes; desta forma, foi possível inibir a ação de pessoas alteradas se dispersando imediatamente depois da realização do disparo de tiros de arma de fogo; que diante do número de policiais, a saber 3, o suspeito conseguiu evadir-se do local, não sendo possível a sua captura e caso contrário ser ribanceira (banhada por rio
B.O.P: 00062/2025.103738-5
BAPM : 2032030321
A versão da vítima
Tentando fazer juizo de valor das ações policiais do que poderia ser empregado no feito, evidentemente que a contenção violenta não demonstra o que se espera de uma policia-cidadã e que casos esses se estiverem amparado pela veracidade dos fatos denunciados que faz a vitima, ainda se convalescendo da tortura que sofreu, envergonham uma instituição secular e séria e que pessoas com essa natureza agressiva e abusiva deveriam até ser excluídas das fileiras da gloriosa Policia Militar.
Pra não dizer que não falei das flores faz-se perguntinhas pertinente mas impertinente aos bravos policiais agressores, que os leitores do Blog ensejam que sejam respondidas.
- A vítima ferida, machucada sem esboçar reação fugiu à nado para onde? Como poderia fugir se estaria quebrada de tanta pancada?
- A vitima estar portando uma faca é invencionice partindo do pressuposto que na narrativa da ocorrência policial aduz que a vitima estaria aparentemente com uma faca. Estou certo ou errado?
- O homem seviciado suplicava que lhe prendessem para aliviar-se do porradal. Como tres bravos e diligentes policiais não imobilizaram e prenderam o homem que estaria ainda debilitado pois estaria recém saído do amparo de auxilio-doença?
- Os tiros de pistolas deflagrados em numero de tres não foram para conter ninguém, foram sim dados próximo ao ouvido do dominado ser humano seviciado. Contraria toda a "verdade" dos Senhores né?
- É mentirosa, ficticia a declaração que o terrível insurreto fugiu. Como isso? moído de porrada, quebrado com suspeita de fraturas em seu torax com tantos chutes recebidos, ainda sangrando, o porquê indaga-se agora da ditosa guarnição não socorrê-lo para atendimento de saúde?
O surpreendente de tudo, que os nobres senhores promotores da segurança pública (?) ainda em inicio de carreira ja fazem essas barbeiragens com que paga seus proventos, o que farão adiante?! Os seus superiores tem obrigação de desnudarem a mentira travestida de verdade proferida na ocorrência que é uma informação oficial e que é contraditada pela vitima que recuperasse da tortura que teria sido submetido.
Não se abre espaço para replicarem a defesa do homem agredido, devido ja terem se justificado de forma oficial ao Batalhão Transamazônica.
O relato detalhado da vítima, ex-servidor da Itacimpasa, sobre as agressões sofridas no distrito de São Luiz do Tapajós, diverge drasticamente da versão que, segundo ele, foi registrada pela guarnição policial. A narrativa do cidadão levanta sérias questões sobre a conduta dos policiais militares envolvidos, desafiando a legitimidade da intervenção e sugerindo um possível abuso de autoridade.
Questionamentos Cruciais à Versão Policial
A vítima e o Blog Rastilho de Pólvora insistem em reforçar perguntas incisivas que contestam diretamente a narrativa oficial da ocorrência policial, que é vista como "mentirosa, fictícia" e "travestida de verdade":
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A fuga da vítima: Como a vítima, "ferida, machucada sem esboçar reação", teria "fugido a nado para onde?" A narrativa policial de uma fuga do "terrível insurreto" é questionada, dado o estado de esgotamento e ferimentos da vítima.
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Porte de faca: A alegação de que a vítima estaria "aparentemente com uma faca" é categoricamente rechaçada pela vítima como "invencionice". Quem está aparentemente com uma faca, não comprova que está armado com a faca.
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Imobilização e prisão: Diante da alegação de que a vítima suplicava para ser presa para aliviar a violência, a pergunta é: "Como três bravos e diligentes policiais não imobilizaram e prenderam o homem que estaria recém saído do amparo de auxílio-doença e paralisado com efeito dos tiros da "Taser" ?" Isso sugere que a intenção não era conter, mas agredir.
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Disparos de Taser: Os "tiros de pistolas em número de três" não teriam sido para contenção, mas sim "dados próximo ao ouvido do dominado ser humano seviciado", contradizendo qualquer alegação de uso proporcional da força.
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Ausência de socorro: A vítima, "moído de porrada, quebrado com suspeita de fraturas em seu tórax com tantos chutes recebidos", ferido e sangrando imovel pelos choques seguidos... indaga-se o porquê da guarnição não o socorrer para atendimento médico?
Projetil da Taser extraido do corpo do agredido - A Reputação da Polícia Militar em Xeque
É imperativo que as autoridades competentes, como o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar, conduzam uma investigação rigorosa e imparcial, considerando todas as evidências e depoimentos, para esclarecer a verdade dos fatos e garantir a responsabilização dos envolvidos, caso as denúncias se confirmem.

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