
JACAREACANGA(PA), 13Mar'2025 às 12h24' - Motivo de efusiva comemoração para o povo indígena do Tapajós e das savanas do Rio Cururu até as confluências das terras do Mato Grosso a principal Organização Não Governamental indígena, genuinamente criada para estabelecer com a sociedade envolvente relação politico-social de desenvolvimento em uma relação de se fazer buscas incessantes de direitos adquiridos e não cumpridos, nas esferas governamentais. Estão todos em festa! pelo transcurso da passagem do 33º aniversário de fundação de sua principal otganização de proteção coletiva do povo Munduruki.
Surge a partir de então a ASSOCIAÇÃO INDÍGENA MUNDURUKU, criada dia 13 de Março de 1.992 para encurtar distâncias e estabelecer entendimentos com a sociedade envolvente, e que mesmo sofrendo algumas intercorrências em sua existência, muito contribuiu e tem contribuido para a luta em garantir a existência de uma promoção de saúde mais digna, grandes vitórias na área da educação escolar indigena, e a segurança da garantia da habitação permamnente das Terras Indigenas Sai Cinza e Munduruku, que a referida etnia ocupa por tempos imemoriais, com sua ampliação, delimitação, demarcação e regularização fundiária do vasto terriório indigena garantida. Recorda o Indígena Marcelo Akay Munduruku, vice coordenador, que a luta travada pela Associação Pusuru não somente demarcou a Terra Indigena Munduruku, antes lutou para garantir a ampliação de sua superficie de 900 mil hectares para 2.312.000 ha, ampliação essa que visou preservar as nascentes do principal curso d´água da vida dos Munduruku o Rio Cururu de atividades garimpeiras nas nascentes e leitos dos tributários do principal rio da Terra Indigena.

Revitalizada através de uma coordenação com vontade de pacificar os ânimos dos favoráeis à atividade e os contras, diante da principal atividade econômica indigena que era a garimpagem, hoje, desmobilizada em defesa do meio ambiente, a luta da Associação é fazer buscas de meios que favoreçam os governos estadual e federal a fazer investimentos nas terras da populosa nação indigena do Pará em uma estruturação da aplicação de uma alternativa economica produtiva que contemple, próximo de 15 mil silvícolas distribuidos por quase 200 aldeamentos, que perderam renda e emprego da atividade garimpeira e hoje quedam-se desamparados devido a vertiginosa queda na economia tribal.
Registra-se que hoje a Coordenação da Associação Pusuru é comandada pelo Coordenador João Akay Kabá Munduruku, tendo como vice coordenador Marcelo Akay.

Recordando o ano da fundação, relaciona-se como fundadores Roberto Krixi, FLoriano Tawé*, Kabá Biboy*, Arnaldo Kabá, Martinho Borõ*, Isaias Krixi, Albino Saw, Zé Krixi, Hans Kabá, Venâncio Poxo, Basilio Waro*, Anselmo Waro*, Silvério Kabá*, Alfredo Krixi, Isidoro Krixi*, Bonifácio Krixi e José Leônidas Tawé.
Para se fazer justiça aos servidores da Funai e entes da Missão Batista que empregaram esforços em trabalhos e lutas para a garantia da ocupação permanente do Territorio Munduruku citamos os missionários Edith*, Harold e Márcia Biere e os servidores da Funai Walter Tertulino, André Ramos, Luiz Paiva, Augusto Martins, Ivanio Nogueira, Ivanildo Viana*, Adocildo soares*, Izidoro da Luz - Katõ*, José Renato Junior, José Luiz Pantoja de Sousa*, Adinamar Elefantinho, Adalberto Lima. Felipe Vilela, Agostinho Careca* Raimundo Gonçalves*
Flagrante fotográfico da cerimônia de aniversário da AIP na cidade de Jacareacanmga (Pa)





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(*) Tombaram nas acomodações naturais da vida com o espírito imortal do indigenismo impregnado em suas veias, coração e mente.
PARABÉNS POVO MUNDURUKU!!!
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