O GRITO DE JACAREACANGA: A Equatorial e o Teatro do Descaso

JACAREACANGA(PA), 10Jan'2026 às 15hs07' - O termômetro mais preciso para medir a eficiência de uma empresa não está em seus balanços financeiros ou nos slides bonitos apresentados em reuniões climatizadas. O verdadeiro termômetro é o povo. E, em Jacareacanga, esse termômetro explodiu. A avaliação que a população faz da Equatorial Energia (antiga CELPA) não é apenas negativa; ela beira à ficção científica, tamanha a desconexão entre o que a empresa cobra e o que ela entrega.
O Gargalo da Exploração
Jacareacanga vive um momento delicado. Com a desmobilização do garimpo no Vale do Tapajós, o município respira por aparelhos, dependendo quase exclusivamente da Prefeitura para girar a economia. No meio dessa luta pela sobrevivência, surge o grande vilão: o fornecimento de energia. Mudaram o nome de CELPA para Equatorial, mas a "sacanagem" — para usar o termo que corre nas ruas — continua a mesma. É um produto de quinta categoria vendido a preço de ouro.
O Labirinto da Incompetência
As queixas são um poço de sofrimento:
Faturamento Fantasma: Cobranças indevidas de tributos (PIS, COFINS, ICMS, ILUMINAÇÃO PÚBLICA) e o desrespeito flagrante com quem investiu em energia solar. A empresa ignora os créditos, erra nos cálculos e castiga o bolso do consumidor.
O "Enrolation" Técnico: Quando a pressão popular aumenta, a Equatorial envia seu "comando técnico" para fazer cena. São slides, prognósticos e diagnósticos que não acendem uma lâmpada. É uma encenação vergonhosa enquanto o povo amarga no escuro.
A Covardia de Culpar a Vítima: A audácia da empresa não tem limites. Em reuniões oficiais, tentam jogar a culpa dos apagões nas costas do povo, alegando "ligações clandestinas".
Ora, a responsabilidade de fiscalizar e manter a rede é da empresa! Culpar o consumidor pela própria incompetência em gerir o sistema é o ápice da covardia institucional.
O Sono dos Justos no Plenário
Um episódio recente ilustra a tragédia com pitadas de comédia: em uma dessas reuniões da Empresa inúteis na Câmara Municipal, enquanto representantes da Equatorial gastavam sua verborragia em um auditório gelado por centrais de ar, alguns moradores cochilavam. Ao serem questionados, a resposta de um idoso foi um tapa na cara da arrogância empresarial:
"Esse povo está dormindo aqui porque não consegue dormir em casa. Sem energia, o calor e os mosquitos não deixam. Aqui o clima está 'mió' e o sono chega."
É este o nível de humilhação: o cidadão precisa ir a uma audiência pública para conseguir o descanso que a Equatorial lhe rouba todas as noites.
O Limite da Paciência
Neste exato momento, as ruas de Jacareacanga estão em desordem. O povo cansou de protocolos que não dão em porra nenhuma e resolveu peitar o problema de frente. Há ameaças de invasão à usina e barricadas nas vias públicas. A Polícia Militar acompanha, mas até os homens da lei sabem: o povo tem razão. Eles tambem são vitimas!
A Equatorial não entrega energia; entrega prejuízo. Queima geladeiras, estraga o estoque dos supermercados e interrompe a dignidade humana.

O que se vê hoje é um aviso, não um vaticínio: onde há fumaça, há fogo. E a indignação de Jacareacanga já começou a arder. Se a empresa acha que pode continuar operando nesse "faz de conta", é bom preparar os extintores, pois o povo não aceita mais ser o combustível desse lucro abusivo.
REPARAÇÃO JÁ! RESPEITO JÁ! JACAREACANGA EXIGE LUZ, NÃO DESCULPAS!
