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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
LIDERANÇAS INDÍGENAS DENUNCIADAS POR GARIMPO DE OURO E EXPLORAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA

INDIGENISMO
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LIDERANÇAS INDÍGENAS DENUNCIADAS POR GARIMPO DE OURO E EXPLORAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA

O desmatamento ultrapassou 27 hectares de floresta amazônica, e os danos ambientais foram estimados em mais de R$ 11 milhões.

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O desmatamento ultrapassou 27 hectares de floresta amazônica — Foto: Ministério Público Federal

O desmatamento ultrapassou 27 hectares de floresta amazônica — Foto: Ministério Público Federal

Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por crimes de garimpo ilegal e exploração clandestina de madeira dentro da Terra Indígena Sete de Setembro, em de Rondolândia, a 1.600 km de Cuiabá. A denúncia foi apresentada nesta sexta-feira (7) e envolve quatro lideranças indígenas e um garimpeiro não indígena.

Segundo o MPF, os investigados atuavam na extração de ouro e retirada de madeira nativa da área protegida sem autorização dos órgãos competentes. As atividades ilegais ocorrem desde 2016, mas se intensificaram nos últimos dois anos. O desmatamento ultrapassou 27 hectares de floresta amazônica, e os danos ambientais foram estimados em mais de R$ 11 milhões.

As investigações indicam que as lideranças indígenas denunciadas tinham papel central no planejamento e comando das operações ilegais, utilizando máquinas pesadas, como escavadeiras, para explorar o território. Além disso, o grupo teria criado mecanismos para impedir ações de fiscalização, como o bloqueio de pontes, ameaças a opositores e uma rede de alerta para avisar sobre a chegada das autoridades.

A Terra Indígena Sete de Setembro é habitada pelo povo Paiter Suruí e possui cerca de 248 mil hectares, onde vivem aproximadamente 1.490 indígenas. A legislação federal proíbe qualquer atividade econômica no local sem consulta prévia às comunidades e sem licenciamento ambiental.

De acordo com o MPF, a denúncia é baseada em conversas, fotos e vídeos extraídos de contas do Google e WhatsApp, que demonstram o envolvimento direto dos acusados, além da reincidência de parte dos denunciados, que já têm condenações anteriores por crimes semelhantes na mesma região.

O grupo vai responder por usurpação de bem da União, extração ilegal de recursos naturais e funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental. O MPF informou que novas denúncias devem ser feitas contra outros envolvidos nos próximos dias.

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