O Estudo do Componente Indígena (ECI), que deveria ter integrado o caderno de estudos de impacto ambiental referente ao processo de licenciamento ambiental da pavimentação da rodovia BR-163, não foi aprovado pelo povo Munduruku , durante reunião pública convocada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A não aprovação foi baseada em dois principais fundamentos:no entendimento dos Munduruku:
A desatualização dos estudos, tendo em vista que foram realizados há 15 anos, bem como por não terem considerado os impactos ao povo Munduruku do Alto Tapajós. Outra reunião será realizada com o Dnit para que os indígenas apresentem suas sugestões de ajustes aos estudos apresentados.
A reunião foi realizada no último dia 10, na Reserva Indígena Praia do Índio, em Itaituba (PA).
O licenciamento ambiental abordado é o referente ao trecho da rodovia que vai da divisa entre os estados de Mato Grosso e do Pará até o início do trecho pavimentado, em Santarém (PA),incluindo o trecho da BR-230/PA. Os estudos etnoecológicos citados pelo Dnit, elaborados ainda em 2010, teriam sido aprovados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para apresentação aos povos das Terras Indígenas (TIs) Sawré Ba'Pim e Sawré Muybu (Pimental) e das Reservas Indígenas Praia do Mangue e Praia do Índio.
Outra reunião será realizada com o Dnit para que os indígenas apresentem suas sugestões de ajustes aos estudos apresentados.

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