ALERTA VERMELHO EM JACAREACANGA: A MALÁRIA AVANÇA EM MEIO À CRISE COM INÚMEROS FOCOS DE MOSQUITOS NO MEIO DA CIDADE

Jacareacanga, Pará, 05sET'2025 às 04hs35' – A situação da malária em Jacareacanga, no coração da Amazônia paraense, atingiu um nível alarmante. A alta incidência da doença, potencializada pela garimpagem ilegal e artesanal, configura um cenário de grave crise sanitária. A prática de desviar cursos d'água para a extração de minérios e o uso de maquinário pesado têm degradado o meio ambiente, criando condições ideais para a proliferação do mosquito transmissor, o Anopheles. O desmatamento e a formação de poças de água parada tornam a região um foco constante de transmissão.
Embora a malária possua tratamento gratuito e eficaz, a intensificação do garimpo agrava o quadro. A atividade criminosa cria reservatórios de infectados, dificulta o acesso da população afetada aos serviços de saúde e expõe os moradores a outras formas de violência e precariedade.
As comunidades ribeirinhas, às margens do Rio Tapajós, em locais como Fazendeiro, São Martinho e Mamãe-Anã, entre outros lugarejos também sofrem com a disseminação da doença. A situação é ainda mais crítica entre as populações indígenas, que habitam as terras localizadas nos afluentes do Tapajós. Mesmo com os esforços do Distrito de Saúde Indígena (Dsei) Tapajós e sua equipe multidisciplinar de saneamento e endemias, que atuam em duas terras indígenas, a vastidão territorial e a velocidade de contágio e propagação superam a capacidade de alcance e intervenção. Os diagnósticos comprovam que a morbidade e a gravidade dos agravos à saúde decorrentes da doença são mais potentes do que as estratégias de combate e controle atuais, tornando impossível a criação de barreiras sanitárias eficazes. A malária, neste momento, encontra-se fora de controle, um cenário denunciado veementemente em redes sociais.

Contexto da Malária na Amazônia e em Jacareacanga
-
Área Endêmica: A região amazônica é a principal área endêmica de malária no Brasil, responsável por mais de 99% dos casos no país.
-
Alto Número de Casos: Jacareacanga figura entre os municípios paraenses com o maior número de casos de malária, com impacto desproporcional sobre a população indígena, especialmente na Terra Indígena Munduruku, a maior da região.
-
Tratamento: A malária tem tratamento eficaz, simples, gratuito e que leva à cura.
Apesar do número alarmante de casos que clama por atenção urgente das autoridades competentes, percebe-se um desmantelamento das políticas de controle da doença. A Secretária de Saúde do município, Ledioneta, ausente da sede e em busca de reforços estruturais, foi contatada pela reportagem do RP. Ao ser questionada sobre o caos sanitário em Jacareacanga, evidenciado por alertas em redes sociais, ela não exitou em determinar ao Coordenador de Endemias do município, o experiente e capacitado Allan Fabrine Dias Santos, que intensificasse o combate ao mosquito vetor e procedesse de acordo com os protocolos recomendados
Ledioneta demonstrou que, apesar da preocupação gerada, a situação é alvo de medidas urgentes por parte do Governo Municipal, e adoção serão tomadas pelo prefeito municipal Valdo do Posto, e que espera-se uma resolução para a crise iminente. Essa posição contrasta com a indignação dos moradores, que acusam a gestão de inércia e questionam a eficácia das ações coordenadas por Allan Fabrine, apesar de reconhecerem sua coragem, dedicação e capacidade.
Uma família, com dois filhos menores diagnosticados com malária, expressa sua frustração:
"De que adianta o coordenador conhecer seu ofício se o prefeito Valdo nem na prefeitura aparece? Ele tem medo de encarar os fornecedores de serviços e materiais, que formam fila para receber o dinheiro que a prefeitura deve e não paga. Deixam a equipe de endemias no meio de uma guerra sem munição para entrar na batalha."
Focos urbanos da doença: o agravamento em Jacareacanga
As informações que chegam indicam que a malária não se origina apenas nas áreas de garimpo, comunidades ribeirinhas ou aldeamentos indígenas. Na sede de Jacareacanga, diversos focos de proliferação do mosquito foram identificados. O principal criadouro são as águas servidas e estagnadas no centro da cidade, próximas ao Igarapé da Atanásia, e também ao longo do Igarapé Buriti (Sonrisal), que corta a cidade ao meio.
Essas áreas, onde ocorrem extrações de areia para fins comerciais para a própria Prefeitura e até mesmo para obras de pavimentação resultaram na formação de enormes charcos e áreas alagadas, propícias à proliferação de mosquitos. Soma-se a isso a criação de suínos dentro da zona urbana, que contribui para a multiplicação dos focos e agrava a situação, tornando estes pontos críticos crônicos e de difícil saneamento. Esses locais são apontados como responsáveis por casos de malária nos bairros de São Francisco, Invasão, Bela Vista e São Pedro, com registros de agravos da doença em famílias por toda a cidade. Há um foco na Brazilino Mendes por detrás da residencia da Vivian/Leo Mucura. Todos sabem ou conhecem uma pessoa ou família de su rua que já foi acometida da doença.

A população se ressente da ausência do Prefeito em seu local de trabalho. Após ser reeleito em meio a denúncias de fraude eleitoral, Valdo do Posto parece ter retornado de forma ainda mais reclusa. A sensação é que, antes de exterminar o Anopheles, seria mais fácil exterminar a população que padece com a doença.
Há denúncias sobre viaturas inservíveis para a Coordenação de Endemias, falta de recursos humanos, combustíveis e outras necessidades essenciais. Allan Fabrine carrega o fardo pesado de comandar as ações de prevenção da malária, com seu vínculo de trabalho ameaçado a cada cobrança sobre a situação de suas atividades.
Um relato chocante de um morador, referindo-se a um veículo da coordenação, ilustra a precariedade:
"Quando se tem uma viatura na Coordenação,, falta combustivel quando tem combustiveis o carro ou encontra-se em pane ou servindo a outra secretaria e os agente de endemias irão se deslocar a pé pela cidade, interior, ou irão a nado para as regiões ribeirinhas e alldeias.?
O que diz Allan Fabrine, Coordenador de Endemias?
Apesar de breves conversas com o Coordenador de endemias, ele reduziu praticamente tudo que queria justificar através desses documentos



Manifesto minha solidariedade à Multifuncional Ledioneta Secretaria de Saude do Municipio que tá segurando um abacaxi bem como ao Allan sereno e dedicado servidor da Coordenadoria de Endemias que segura nas costas um barril de polvora, mas algo em defesa do povo deve ser dito é que a a Secretaria não usa o mesmo mecanismo de comunicação como o Gestor da saúde anterior, que não temia confronto de ideias e em poucas horas apagava incêndios em comunicação direta com o povo comunicação essa através das mídias sociais para diminuir a preocupação do povo. Imagine o registro de 164 casos de malária achar-se que então a coisa está boa! somente na sede do município, Que coisa! Voces conhecem para que exista essa proporção diagnosticada com malária, mas, presumo que duas mil pessoas claro em dias alternados se acotovelarem de pé, para fazerem laminas.
É sabido que existem meios para se suavizar esse problema , investindo em maquinas, equipamentos motos, carros e uma equipe que funcionava como nos tempos do Secretario Elinton Vasconcelos, que acompanhava toda a movimentação de endemias, e obteve exito em seu trabalho reduzindo a baixissimo acometimento dessa terrivell doença por toda a extensão do municipio. Salvo engano, o proprio Cpprdenador Allan também contribuiu com eficaz trabalho de prevenção da doença fornecendo medicamentos, redes palestras educativas, contendo em sua composição nas redes inseticidas, e agora o que falta mesmo para mitigar esse problema de saúde. A resposta amigo leitor, vem mais rápida que a indignação de um ser humano solidário ao povo menos favorecido. Se bem que em Jacareacanga a malária não quer saber de cor, religião, sigla partidaria, ela ataca todo mundo. Deveria atacar quem não vai trabalhar no Paço Municipal temendo defrtontar-se com os cobradores na Prefeitura.
A situação em Jacareacanga, está cada vez mais dramática por conta da alta incidência de malária. A presente matéria que busca dar voz aos moradores, revela não apenas o abandono da política de saúde, mas também a tolerância a e o humor do povo local para enfrentar a dura realidade.


