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Domingo, 26 de Julho 2026
PREFEITO FICA INELEGÍVEL POR OITO ANOS POR SUSPEITA DE COMPRA DE VOTOS
Política

PREFEITO FICA INELEGÍVEL POR OITO ANOS POR SUSPEITA DE COMPRA DE VOTOS

Além de Biri Magalhães, atual prefeito do município de Muaná, o prefeito eleito para o próximo mandato

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Atual prefeito de Muaná, Biri Magalhães (PSC), prefeito eleito Birizinho e o vice Gilmar Nunes. — Foto: Reprodução/TSE

Atual prefeito de Muaná, Biri Magalhães (PSC), prefeito eleito Birizinho e o vice Gilmar Nunes. — Foto: Reprodução/TSE

A Justiça Eleitoral tornou inelegível, por 8 anos, o atual prefeito de Muaná, no Marajó, Éder Azevedo Magalhães (PSC), conhecido como Biri Magalhães, por suposta prática de compra de votos nas eleições 2024. A decisão foi tomada pelo magistrado da 10ª Zona Eleitoral, na segunda-feira (25).

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Além de Biri Magalhães, o prefeito eleito em 2024, Marcos Paulo Barbosa Pantoja (PSD), o “birizinho”, e o vice, Gilmar Nunes Vale (PSD), tiveram seus registros de candidaturas cassados pela mesma prática e também estão inelegíveis por oito anos.

As investigações deram início após circular na internet um vídeo onde o atual prefeito de Muaná supostamente aparece entregando dinheiro para um casal em troca de votos para Birizinho e Gilmar.

Em relação ao vídeo, o Ministério Público Eleitoral (MPE), informou em nota ao g1, que diante dos vídeos e coleta de depoimentos sobre o fato, o promotor eleitoral Luiz Gustavo da Luz Quadros, alegou que na ação ficou demonstrada a prática de ilícito eleitoral pelo prefeito Biri Magalhães, devido a compra de votos e abuso de poder econômico e político.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA), por se tratar de uma decisão em primeiro grau, os suspeitos podem contestar a decisão, de acordo com o art. 257 §2º Código Eleitoral. Os investigados podem recorrer até três dias após a decisão.

Em nota ao g1, o TRE informou que a decisão só terá efeitos práticos se confirmada pela Corte Eleitoral, já que o recurso tem efeito suspensivo automático. Sobre a questão de novas eleições no município de Muaná, o órgão esclarece que, neste momento, ainda não existe essa previsão. Novas eleições só acontecerão caso a decisão seja confirmada pela Corte Eleitoral do TRE que é a instância de 2º grau.

g1 procurou a assessoria do prefeito Biri Magalhães, que informou, em nota, que respeita a decisão proferida em primeira instância no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que determinou a sua inelegibilidade. E ressaltou que é importante esclarecer que tal decisão não é definitiva e será devidamente contestada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A assessoria de Biri também alegou que para configurar a inelegibilidade por suposta compra de votos, é necessário comprovar, de forma inequívoca, a prática de conduta ilícita capaz de comprometer a legitimidade do pleito. E afirmou que as provas apresentadas são frágeis e insuficientes para justificar a condenação.

A reportagem também procurou Birizinho e Gilmar Nunes, mas ainda não obteve resposta até a última atualização da reportagem.

FONTE/CRÉDITOS: G1 PA
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): G1 PA

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