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Quinta-feira, 16 de Julho 2026
MUITO DINHEIRO, POUCO DESENVOLVIMENTO: A CONTA  QUE O GOVERNO HÉLDER BARBALHO TERÁ DE PRESTAR AO ELEITOR
Política

MUITO DINHEIRO, POUCO DESENVOLVIMENTO: A CONTA QUE O GOVERNO HÉLDER BARBALHO TERÁ DE PRESTAR AO ELEITOR

O Pará concentra 11 dos 25 municípios brasileiros com os menores índices de desenvolvimento humano, realidade que deverá marcar o debate eleitoral de 2026.

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Os responsaveis pela história de abandono de nossa região
Os responsaveis pela história de abandono de nossa região

JACAREACANGA(PA), 15Jul'2026 às 02hs45' - A divulgação dos repasses do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) traz à tona uma realidade que merece reflexão. Os números revelam um Estado com forte capacidade arrecadatória, distribuindo milhões de reais aos seus municípios. Entretanto, por trás dessa aparente prosperidade fiscal, permanece uma pergunta inevitável: por que o Pará continua figurando entre os estados com os piores indicadores sociais do Brasil?

Somente no repasse referente ao mês de junho de 2026, Jacareacanga recebeu R$ 5.690.000,00 provenientes do ICMS, valor que já contempla a parcela destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). No ranking estadual, Parauapebas liderou os repasses com R$ 56,05 milhões, seguido por Belém, com R$ 54,69 milhões, e Canaã dos Carajás, com R$ 52,59 milhões. Santarém apareceu como o município mais contemplado do oeste paraense, recebendo R$ 14,17 milhões.

Os números impressionam. O problema é que eles não conseguem esconder uma realidade muito mais dura.

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O Pará concentra hoje 11 dos 25 municípios brasileiros com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), uma estatística que envergonha um Estado detentor de imensas riquezas minerais, potencial energético, vasto patrimônio florestal e uma arrecadação que cresce ano após ano. Entre esses municípios está Jacareacanga, que continua enfrentando enormes dificuldades nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, saneamento e geração de oportunidades.

Não se trata de atribuir ao atual governo toda a responsabilidade por problemas históricos. Muitos desses desafios foram construídos ao longo de décadas de abandono administrativo. No entanto, também não é razoável ignorar que, após quase oito anos de gestão, a administração do governador Helder Barbalho será inevitavelmente avaliada pelos resultados efetivamente alcançados.

Governos não são julgados apenas pela quantidade de obras inauguradas, pelo volume de investimentos anunciados ou pela eficiência da publicidade institucional. São julgados, sobretudo, pela capacidade de melhorar a vida das pessoas. E o IDH é um dos indicadores mais reconhecidos para medir exatamente isso.

É difícil sustentar um discurso de sucesso administrativo quando o próprio Estado abriga quase metade dos 25 municípios brasileiros com os piores índices de desenvolvimento humano. Essa não é uma crítica baseada em narrativas políticas, mas uma constatação fundamentada em indicadores oficiais.

O contraste entre uma arrecadação crescente e indicadores sociais tão desfavoráveis revela que a riqueza produzida no Pará ainda não se converteu, na mesma proporção, em qualidade de vida para a população mais vulnerável. Essa talvez seja a principal cobrança que pesa sobre a atual administração estadual.

Esse cenário também possui inevitáveis reflexos eleitorais. O governador Helder Barbalho trabalha para manter seu grupo político no comando do Palácio dos Despachos, tendo a vice-governadora Hana Ghassan como nome apontado para a sucessão. Porém, a oposição dificilmente deixará de explorar um dado que fala por si: o Pará encerra este ciclo administrativo concentrando 11 dos municípios brasileiros com os menores índices de desenvolvimento humano.

Na política, números costumam sobreviver aos discursos. Obras podem ser entregues, campanhas publicitárias podem destacar realizações e narrativas podem ser construídas para valorizar uma gestão. Entretanto, indicadores sociais permanecem como um dos critérios mais objetivos de avaliação do desempenho de qualquer governo.

Se o eleitor entender que o crescimento econômico e o aumento da arrecadação não foram suficientes para alterar a realidade dos municípios mais pobres do Estado, essa conta poderá chegar em 2026. E, diferentemente dos repasses mensais do ICMS, ela não será paga com recursos financeiros, mas com votos nas urnas.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Jacareacanga (PA) é de 0,505. Esse número representa um nível baixo de desenvolvimento, colocando o município entre as piores posições do país. Na avaliação oficial, a cidade fica na posição 5.216 entre os 5.570 municípios brasileiros - https://www.google.com/search?

Obrigado Lula, grato Hélder pela miséria que estão deixando para Jacareacanga - Na ultima eleição os Munduruku apoiaram decididamente essa dupla, e o que ganharam foi o abandono!

FONTE/CRÉDITOS: Walter Azevedo Tertulino
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Walter Azevedo Tertulino

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