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Terça-feira, 23 de Junho 2026
JACAREACANGA: -ESCALADA DE AGRESSÕES CONTRA MULHERES PREOCUPA AUTORIDADES  COM TRÊS PRISÕES EM POUCOS DIAS
Polícia

JACAREACANGA: -ESCALADA DE AGRESSÕES CONTRA MULHERES PREOCUPA AUTORIDADES COM TRÊS PRISÕES EM POUCOS DIAS

Casos envolvem violência doméstica em via pública, ataque com objeto cortante em bar da cidade e descumprimento de medida protetiva com ameaça explícita de reincidência.

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JACAREACANGA (PA), 23 Jun'2026 às 10hs45 – Uma preocupante sequência de episódios violentos colocou a segurança das mulheres no centro do debate público em Jacareacanga nos últimos dias. Em um curto intervalo de tempo, as polícias Militar e Civil foram acionadas para intervir em três ocorrências distintas que resultaram na prisão de homens em flagrante. Os casos, embora isolados na execução, compartilham o mesmo pano de fundo estrutural: a agressão física, a vulnerabilidade imposta pelo gênero e a tentativa de intimidação de vítimas do sexo feminino.

O primeiro caso registrado ocorreu durante a madrugada, por volta das 2h, quando uma moradora do Centro da cidade foi acordada pelos gritos de socorro vindos da rua. Uma briga de casal se desenrolava em frente ao seu estabelecimento comercial, onde um homem agredia verbal e fisicamente a própria esposa. Diante da gravidade da situação, a testemunha acionou imediatamente a Polícia Militar.

Ao chegar ao endereço indicado, a guarnição deparou-se com o casal. No momento da abordagem, a vítima correu desesperada em direção aos policiais, pedindo proteção e confirmando o histórico de agressões sofridas naquela noite. O suspeito foi detido em flagrante e, devido à forte resistência e à necessidade de resguardar a integridade física de todos os presentes, precisou ser algemado. Ambos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.

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Ataque covarde em estabelecimento comercial A segunda ocorrência teve como cenário um bar da cidade, na madrugada de um sábado. Um homem, visivelmente embriagado, iniciou uma confusão generalizada após reclamar da temperatura da cerveja servida e acusar, sem provas, uma funcionária do estabelecimento de ter retido o seu dinheiro. Devido ao comportamento hostil e abusivo com os trabalhadores, o indivíduo foi retirado do local pela equipe de segurança do recinto.

Minutos depois, contudo, o agressor retornou armado com um objeto cortante e aproveitou-se do tumulto no local para desferir um golpe contra uma jovem de 23 anos. A vítima apenas percebeu o ataque ao notar o sangue escorrendo pelo seu braço. A Polícia Militar foi acionada e realizou a detenção do homem que, alterado, também precisou ser contido com o uso de algemas. Enquanto o agressor era encaminhado à Permanência da Polícia Civil, a mulher ferida foi levada às pressas ao hospital municipal para receber atendimento médico de urgência.

O desafio da eficácia das Medidas Protetivas O terceiro e mais emblemático caso de violência sistêmica envolveu o descumprimento flagrante de uma Ordem Judicial de Medida Protetiva de Urgência respaldada pela Lei Maria da Penha. Por volta das 19h45, a guarnição de serviço recebeu um chamado via telefone funcional informando que Richard Kaue Hugo da Silva, de 23 anos, havia agredido fisicamente sua ex-companheira, Cleonice Cosme Kaba Munduruku, de 21 anos, no Beco Filomena, localizado no centro da cidade.

Ao chegar ao endereço, os policiais constataram que o acusado já havia fugido. No entanto, a ousadia do agressor não cessou com a fuga: cerca de trinta minutos depois, Richard telefonou diretamente para o celular da vítima, proferindo novas ameaças de morte e afirmando categoricamente que retornaria para agredi-la de novo. A viatura policial retornou imediatamente ao local e flagrou o indivíduo tentando se aproximar da ex-companheira.

Richard Kaue recebeu voz de prisão imediata, sendo necessária a sua imobilização e o uso de algemas para garantir a ordem. O caso escancara o risco contínuo a que as mulheres estão submetidas, dado que a vítima já possuía a proteção legal do Estado e, mesmo assim, continuou sendo alvo de caça e ameaça por parte do agressor. O acusado foi levado para a delegacia e responderá por crime inafiançável decorrente da violação da Lei Maria da Penha.

FONTE/CRÉDITOS: Walter Azevedo Tertulino - Com informações da ASCOM/CPR-X
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Walter Azevedo Tertulino - Com informações da ASCOM/CPR-X

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