DESAFIOS ECONÔMICOS E SOCIAIS TRAVAM INÍCIO DE GESTÃO NO PARÁ
BELÉM(PA), 04Nov'2026 às 08hs03 - A nova gestão do estado, liderada pelo governador eleito Dr. Daniel e pela vice-governadora Ellayne D'Almeida, assume no inicio do ano (2027) o Executivo estadual diante de um cenário de severas restrições orçamentárias e indicadores sociais críticos. O contexto reflete o impacto dos oito anos de administração do ex-governador Helder Barbalho, período marcado pelo forte endividamento público e pelo consequente empobrecimento contínuo da população, sobretudo nas periferias da capital e em municípios distantes do centro administrativo.
As limitações operacionais da nova equipe de governo decorrem do expressivo volume de operações de crédito autorizadas pela Assembleia Legislativa nas últimas gestões. O levantamento recorrente de empréstimos bilionários junto a instituições financeiras públicas, privadas e organismos multilaterais compromete a margem de investimento do Estado. Parlamentares de oposição alertam que o ritmo de endividamento pode levar o Pará a um estrangulamento fiscal, no qual a arrecadação futura fique restrita ao pagamento da folha de pagamento e da dívida pública, exagera Zequinha Marinho mas alertam próprios politicos do partido de Helder Barbalho.
A oposição ao emedebista critica o levantamento de tantos recursos via endividamento. “O meu temor é que o estado do Pará, daqui a pouco tempo, só faça duas coisas: pagar folha de servidor e parcela desses nempréstimos.
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/a-cifra-bilionaria-dos-emprestimos-contraidos-pelo-governo-do-para/
Paralelamente ao endividamento, os indicadores de desenvolvimento socioeconômico apontam retração na qualidade de vida no território paraense. Segundo dados do Índice de Progresso Social (IPS Brasil), o Pará ocupa a última posição no ranking nacional de desenvolvimento entre os 27 estados da Federação, com nota média de 55,80. Das 20 cidades brasileiras com os piores índices do levantamento, 11 estão localizadas no Pará — entre elas Jacareacanga, Portel, Pacajá, Anapu e Uruará. A capital, Belém, figura na 21ª colocação entre as capitais, obtendo nota 63,90.
A vulnerabilidade social é mais acentuada em regiões do interior, como o Marajó, o Tocantins e o Baixo Amazonas, onde municípios como Chaves, Bagre e Curralinho concentram elevadas taxas de pobreza por renda e baixos índices de Produto Interno Bruto (PIB) per capita. A análise ambiental do IPS indica ainda que o acúmulo de desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa afetam negativamente a qualidade de vida regional.
Em contrapartida às críticas sobre a situação fiscal e social, o ex-governador Helder Barbalho defende o legado de sua gestão destacando a projeção institucional e a busca por investimentos. O ex-gestor ressalta ter atuado para resgatar o protagonismo do Estado e viabilizar parcerias com o governo federal para infraestrutura e saúde. Atualmente no Senado Federal, Barbalho aponta entre suas prioridades a revisão das tarifas de energia elétrica no estado e o combate às plataformas de apostas online. (Só isso? -Barbaridade Barbalho!)
Diante do endividamento acumulado e da prevalência de baixos índices sociais, a administração do Dr. Daniel enfrentará expressiva dificuldade para viabilizar e impulsionar planos de recuperação econômica, demandando contenção de despesas e reorganização das finanças estaduais.
Fontes de indicadores:
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/a-cifra-bilionaria-dos-emprestimos-contraidos-pelo-governo-do-para/
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/a-cifra-bilionaria-dos-emprestimos-contraidos-pelo-governo-do-para/

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