
ITAITUBA(PA), 13Fev'2026 às 14hs34' -O cenário político de Itaituba sofreu um abalo significativo nesta semana, atingindo diretamente a base de sustentação do deputado Wescley Tomaz. O parlamentar perdeu uma de suas principais lideranças locais: Zé Adalto, empresário e presidente do PL no município, que também atuava como coordenador estratégico de suas articulações políticas. Esta baixa soma-se à perda anterior de Israel Santos, figura de peso que foi vice na chapa de Wescley Tomaz em sua última corrida à prefeitura.
A saída de Zé Adalto não é um episódio isolado, mas um golpe estrutural. Como articulador central no oeste do Pará, ele era o elo de mobilização das bases e das alianças estratégicas. Informações de bastidores indicam que o rompimento foi motivado por um crescente sentimento de desprestígio e pela tomada de decisões unilaterais por parte do deputado, que teria ignorado sua base municipal ao definir os rumos para o pleito de 2026. A posição de confronto gratuito contra o Prefeito municipal Nicodemos sem razão aparente também foram fatores para o desembarque da turma de Zé Adalto da barca furada à deriva que é hoje as hostes de Wescley Tomaz.
Conversas em becos, e esquinas garantem, o que se confirma também em rodadas de bons papos dos cientistas politicos de plantão, como presenciei em uma oficina de venda e conserto de motos, da vertiginosa queda de popularidade do Deputado Wescley
Em comentários é comum conversas que o Deputado precisa sair de seu pedestal de narcisismo ja que não aceita opiniões de seus aliados e toma decisões "a bel-prazer", concorrendo para estar desmantelando sua própria rede de apoio, revelando uma liderança centralizadora que afasta figuras moderadas.
A adesão de Zé Adalto e de seu filho, o engenheiro Alexandre Prado e parentela, ao grupo do atual prefeito Nicodemos Aguiar, evidencia uma migração de forças em busca de estabilidade. Enquanto o grupo de Tomaz parece enfrentar uma fragmentação interna — comparada a uma "casa construída na areia" —, a gestão de Aguiar se fortalece ao adotar uma postura de "boa política", pautada no respeito aos adversários e na convergência em prol do progresso regional.
A perda do presidente do PL Zé Adalto e de coordenadores de campanha não retira apenas nomes da legenda; retira capilaridade eleitoral, tempo de TV, influência junto ao empresariado e, principalmente, a credibilidade necessária para sustentar um discurso de oposição viável.
“A DIFERENÇA ENTRE A PALAVRA CERTA E A PALAVRA QUASE CERTA, É A DIFERENÇA ENTRE O RELAMPAGO E O VAGALUME"
