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Domingo, 26 de Julho 2026
ENTRE A NOVA E A VELHA POLITICA, ELLAYNE D'ALMEIDA DESAFIA ACORDOS DE BASTIDORES NO PARÁ
Política

ENTRE A NOVA E A VELHA POLITICA, ELLAYNE D'ALMEIDA DESAFIA ACORDOS DE BASTIDORES NO PARÁ

Artigo sustenta que a pré-candidatura de Ellayne D'Almeida contraria alianças tradicionais e desperta movimentações políticas voltadas a retirá-la da disputa pela Assembleia Legislativa.

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ITAITUBA/PA, 26Jul'2026 às 11hs39' - Ellayne D'Almeida chega à pré-campanha apresentando compromissos públicos voltados à defesa da classe garimpeira, que, segundo seus apoiadores, foi abandonada por representantes políticos que anteriormente diziam defender o setor. Sua plataforma também contempla o fortalecimento e apoio à produção do agronegócio, o incentivo à produção rural, a proteção às mulheres e a garantia de seus direitos.

No cenário político que começa a se desenhar para as eleições de 2026, Ellayne desponta, segundo esta análise, como a única pré-candidata identificada com o campo da direita na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará. Enquanto isso, o chamado "Balcão de Negócios" da Velha Política parece novamente ser montado, reunindo lideranças e candidatos em torno de alianças tradicionais que gravitam na esfera de influência do governador Helder Barbalho e de seu grupo político, aliado ao governo   Lula.

A expressão "Velha Política" tornou-se conhecida para definir um modelo de governança baseado no tradicional "toma lá, dá cá", no clientelismo e na troca de favores. Entre suas características estão a distribuição de cargos públicos, a liberação de verbas em troca de apoio parlamentar, a formação de alianças com grupos políticos tradicionais para manutenção do poder e as negociações realizadas nos bastidores entre dirigentes partidários. Também fazem parte desse modelo, segundo seus críticos, a utilização da máquina pública para acomodar interesses de grupos aliados,  e sucessivos discursos de adesão ou rompimento político, muitas vezes contrariando promessas feitas durante as campanhas eleitorais.

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Nesse contexto, chama atenção o silêncio de algumas lideranças políticas que, em outros momentos, apresentavam discursos contundentes contra esse sistema. Entre elas, destaca-se o deputado estadual Wescley Tomaz.

Quando iniciou sua trajetória política, Wescley conquistou apoiadores justamente por assumir uma postura de enfrentamento ao grupo político liderado por Helder Barbalho. Durante esse período, fazia críticas frequentes ao MDB no sudoeste paraense, especialmente à influência exercida pelo grupo político comandado pelo ex-prefeito Valmir Climaco. Também adotava um discurso de oposição ao governo estadual.

Entretanto, o cenário mudou. O parlamentar, cuja única bandeira sempre foi a defesa da retomada da atividade garimpeira na região do Tapajós, passou a aproximar-se politicamente daquele mesmo grupo que antes combatia. Sua atuação parlamentar acabou concentrando-se quase exclusivamente nesse tema, sem apresentar, segundo seus críticos, outras propostas de grande alcance para a região.

Como ocorre com frequência na política, as aproximações produzem dividendos para ambos os lados. Wescley Tomaz passou a integrar a base de apoio do governador Helder Barbalho e hoje declara apoio ao projeto político liderado pela vice-governadora Hana Ghassan, consolidando uma mudança de posicionamento que surpreendeu parte de seus antigos eleitores, inclusive alguns desses desembarcaram da barca à deriva comandada pelo Deputado Wescley.

Enquanto isso, críticos do governo estadual lembram que indicadores sociais divulgados por órgãos oficiais apontam que o Pará concentra 11 dos 21 municípios do Brasil com os menores índices de desenvolvimento humano e renda do país, realidade que, segundo eles, contrasta com o forte investimento institucional em publicidade governamental para promover a gestão Barbalhiana.

Na avaliação deste articulista, uma das estratégias adotadas por setores da política tradicional para neutralizar a candidatura de Ellayne D'Almeida consiste justamente em estimular a hipótese de que ela aceite disputar o cargo de vice-governadora como sempre está em exposição essa possibilidade, em uma eventual chapa encabeçada pelo Dr. Daniel. Caso isso ocorra, argumentam seus defensores oportunistas, sua saída da disputa proporcional abriria espaço para que seus votos fossem redistribuídos entre candidatos já consolidados na corrida por vagas na Assembleia Legislativa.

Essa movimentação revelaria, segundo esta análise, uma lógica típica da Velha Política: mais importante do que fortalecer uma candidatura competitiva seria preservar interesses eleitorais já estabelecidos. O objetivo não seria ampliar a representatividade de determinado projeto político, mas proteger espaços de poder conquistados ao longo dos anos.

No entendimento do autor, essa estratégia traduz uma visão pragmática e oportunista da atividade política, resumida por um antigo ditado popular que continua encontrando eco nos bastidores do poder de quem esqueceu que a ética é uma ciencia da moral:

"FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO!"-Com Ellayne fora, a chance de ser eleito melhora... Que se lasquem os Barbalhos, Hanna e Lula!!!

FONTE/CRÉDITOS: Walter Azevedo Tertulino
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Walter Azevedo Tertulino

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