Presidente nacional da CONAB, Silvio Porto, e o deputado federal Airton Faleiro, durante audiência dos povos Munduruku - Créditos: Divulgação
O município de Jacareacanga, no sudoeste do Pará, foi palco nesta quarta-feira (20) de um importante avanço nas políticas públicas voltadas aos povos indígenas do Tapajós. Durante a Assembleia Geral do povo Munduruku, o deputado federal Airton Faleiro participou da assinatura da Ordem de Serviço do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), no valor de R$ 820 mil, destinado à compra da produção indígena para abastecer a merenda escolar de 11 escolas indígenas da região do Alto Tapajós.
Ao lado do presidente nacional da CONAB, Silvio Porto, além de representantes da FUNAI, do DSEI Rio Tapajós e da AGSUS, o parlamentar reafirmou o compromisso do mandato com o fortalecimento das comunidades indígenas do Baixo e Alto Tapajós.
Segundo Airton Faleiro, os investimentos representam um passo importante para garantir segurança alimentar, geração de renda e valorização da cultura alimentar tradicional dos povos indígenas.
“Seguimos trabalhando com seriedade e compromisso para fortalecer a produção indígena, garantir segurança alimentar e ampliar o acesso a direitos fundamentais aos povos do Tapajós”, destacou.
Além da assinatura do PAA, foi informado durante o encontro que outro projeto no valor de R$ 600 mil já está em tramitação para ampliar o apoio às comunidades indígenas da região.
Na ocasião, o deputado também anunciou a entrega de 24 kits farinheira, adquiridos por meio de emenda parlamentar de sua autoria no valor de R$ 300 mil. Os equipamentos já estão na sede da prefeitura de Jacareacanga e serão destinados às aldeias indígenas para fortalecer a produção de farinha, uma das principais atividades econômicas e alimentares das comunidades.
Outro anúncio feito por Faleiro foi a destinação de R$ 500 mil em emenda parlamentar para implantação de sistemas de abastecimento de água nas aldeias, visando melhorar a qualidade de vida e ampliar o acesso à água potável nas comunidades indígenas.
Durante o evento, o presidente da CONAB, Silvio Porto, destacou a importância estratégica do Programa de Aquisição de Alimentos para garantir alimentação saudável e fortalecer os modos de vida tradicionais do povo Munduruku.
“São 18 tipos de alimentos diferentes, entre pescado, inhame, cará, farinha de mandioca, farinha de tapioca e sete tipos de frutas, que serão destinados para 11 escolas indígenas. Mais de mil crianças receberão alimentos produzidos pelos próprios indígenas”, afirmou.
Silvio Porto ressaltou ainda que a iniciativa integra o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e busca reduzir a presença de alimentos ultraprocessados nas escolas indígenas.
“O que queremos é fortalecer os hábitos alimentares tradicionais e garantir que a comida produzida pelos indígenas chegue às crianças dentro dos próprios territórios”, declarou.
A Assembleia Geral do povo Munduruku reuniu lideranças indígenas, representantes de órgãos federais e autoridades locais para discutir políticas públicas, desenvolvimento sustentável e garantia de direitos nos territórios indígenas do Tapajós.
REMENDO RP
Muito interessante essa mão amiga estendida pelo Governo LULA atraves da CONAB e do Airton Faneiro... eis que surgem perguntas para ser respondidas: O PORQUÊ DE SOMENTE AGORA NO ANO ELEITORAL E PRATICAMENTE NO SEGUNDO SEMESTRE, ESSA BÊNÇÃO RUBRA SURGIR PARA OS MUNDURUKU? SERÁ QUE SOMENTE AGORA OLHARAM QUE OS INDÍGENAS PRECISAM DE REFORÇO NA SEGURANÇA ALIMENTAR? Fortalecer os hábitos tradicionais com farinha, cará, inhame isso ja fazem. Os indígenas necessitam é de suplemento alimentar que são produtos criados para complementar a dieta e fornecer nutrientes essenciais (como vitaminas, minerais, proteínas e fibras) e a garantia do fornecimento sem interferências e intercorrencias. Outros questionamentos do porquê também de somente 11 das mais de 50 escolas existentes receberem essa segurança alimentar... e as outras? a ultima pergunta: Já há algum projeto para inserir na alimentação escolar dos estudantes "não-indigenas" como contribuição do Governo Federal, Inhame, puba, cará, e proteinas silvestre?

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