Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) do avião monomotor Modelo Carioca 710, prefixo PT-NCD, que caiu no Rio Tapajós, na última sexta-feira, em frente à cidade de Itaituba, no sudoeste do Pará, foi cancelado pela Agência Nacional de Aviação Civil(ANAC), em 16 de junho de 2022, conforme atesta pesquisa feita pelo Portal OESTADONET de acordo com campo do site da entidade para Consulta de Aeronave Cadastrada no Registro Aeronáutico Brasileiro. O CVA é, um documento que atesta que uma aeronave está aeronavegável e que todas as manutenções necessárias foram realizadas.

Na última sexta-feira, o monomotor caiu no Rio Tapajós, após, possivelmente, ter tentado desviar da linha de energia elétrica, quando se aproximava do destino inicial, que seria a pista do Peralta, localizada no km 17 da rodovia Transamazônica, em direção a Jacareacanga. Extraoficialmente, familiares informaram que o destino do voo seria o distrito de Moraes de Almeida e que o avião teria decolado da pista da empresa Piquiatuba, em Santarém, e que poderia ter perdido a rota.
No domingo(1), o corpo do piloto Jacome Tavares Vieira foi localizado por um mergulhador que atua na garimpagem. Partes do avião foram encontradas ainda na sexta-feira, junto com pertences e documentos de seus ocupantes, que submergiram à superfície. Ele estava preso à fuselagem da aeronave, que permaneceu submersa desde o acidente ocorrido na sexta-feira (29)
Mesmo com documentação irregular, a aeronave, fabricada em 1975, e registrada em nome de Ronaldo Guimarães Dias, estava em operação para serviços aéreos privados. Os destroços do avião foram resgatados.
Um experiente piloto, que voou com Jácome, que era conhecido por Tatá, diz que ambos trabalharam na aviação para garimpos do vale do rio Tapajós por muitos anos e que o piloto, que morreu no acidente de sexta-feira, era muito experiente e conhecedor da região. Por isso, ele não acredita na hipótese de que Tatá tenha se perdido na rota para Moraes de Almeida, que fica a mais de 300 km da sede do município.
As investigações do Serviço Regional de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) continuam para determinar se falhas técnicas, condições meteorológicas ou outros fatores contribuíram para o ocorrido.
Em nota enviada ao site G1, a concessionária de energia elétrica "comunicou que realizou uma vistoria preliminar e não identificou qualquer irregularidade ou interferência na rede elétrica que justificasse o contato da aeronave".

