JACAREACANGA/PA, 07Mar'2026 à 14hs24 - Mesmo após a intervenção da Justiça Eleitoral, que resultou na cassação da diplomação do experiente vereador Antonio Mendes Cardoso, popularmente conhecido como Antonio Goiano, por fraude à cota de gênero cometida por meio de sua sigla partidária, o parlamentar ainda travou uma árdua batalha judicial para manter-se no cargo.
Durante alguns meses, a disputa judicial funcionou como um verdadeiro fôlego político para o então vereador. Contudo, mesmo lutando bravamente na Justiça, Antonio Goiano jamais demonstrou plena convicção de que conseguiria permanecer no mandato até o final da legislatura. Homem experiente na vida pública, tinha consciência de que a continuidade da disputa poderia resultar em um desfecho desfavorável — cenário que, de fato, acabou se concretizando.
Com a sua saída definitiva do cargo, houve a recomposição do quadro parlamentar da Câmara Municipal de Jacareacanga, com a posse de dois novos vereadores. O imbróglio político seguiu sem grandes celeumas ou confrontos públicos, enquanto se aguardava a manifestação final da Justiça nos processos relacionados ao caso. Assim, apesar da anormalidade institucional gerada pela situação, o ambiente político manteve-se relativamente estável, sem brigas abertas, acusações públicas ou conflitos mais acirrados.
Na sequência dos acontecimentos e com a saída de Antonio Goiano, assumiu a condução administrativa da Casa de Leis o vereador Everton Araújo. Sua ascensão à presidência ocorreu não por ter sido o mais votado, mas por ocupar o cargo de vice-presidente da Mesa Diretora, posição que o credencia a substituir o titular em casos de ausência ou vacância do cargo.
Após a reorganização administrativa da Câmara, Everton Araújo passou a priorizar o fortalecimento da atuação coletiva dos vereadores, defendendo maior coesão entre os parlamentares para a busca conjunta de investimentos e melhorias para o município, dentro de um espírito de responsabilidade institucional compartilhada.
Entretanto, passado algum tempo dessa acomodação política, começaram a circular, inicialmente de forma discreta e nos bastidores do Legislativo, rumores de que Everton Araújo estaria exercendo a presidência de forma supostamente irregular, em desacordo com determinadas interpretações das normas internas da Casa.
Como frequentemente ocorre em ambientes políticos marcados por disputas de poder, a fraternidade entre parlamentares pode rapidamente transformar-se em terreno fértil para desconfianças, versões conflitantes e articulações silenciosas. Nesse contexto, cada grupo tende a defender seus próprios interesses e posicionamentos.
Diante disso, formou-se um bloco político composto pelos vereadores Silvio Stédile, Manoel Junior, Zenildo Saw, Lenilson Paigõ, Gerson Manhuari e Marivaldo, que passou a defender a necessidade de substituição da atual presidência da Câmara. O grupo sustenta que a medida teria o objetivo de cumprir rigorosamente as disposições legais e regimentais, propondo a nomeação de um novo presidente interino que convocaria eleições para recompor a nova Mesa Diretora.
Segundo a interpretação apresentada por esses parlamentares, a iniciativa busca garantir a legalidade do processo sucessório dentro do Legislativo municipal. No entanto, críticos da movimentação política apontam que, em vez de priorizar uma atuação conjunta voltada à captação de investimentos e ao desenvolvimento de Jacareacanga, a Câmara estaria mergulhada em disputas internas que revelam interesses políticos e estratégicos.
Na avaliação do redator desta matéria — mais como exercício de análise política do que como previsão definitiva — caso o vereador Everton Araújo não obtenha êxito na disputa judicial e venha a ser definitivamente afastado da presidência, o cenário provável seria a escolha de um novo presidente interino responsável por convocar eleições para a Mesa Diretora.
Nesse eventual processo, a lógica política tradicional indica que poderá surgir uma única chapa, possivelmente encabeçada pelo vereador Silvio Stédile, que poderia alcançar apoio majoritário do colegiado e ser eleito por consenso entre os parlamentares.
Caso tal cenário se confirme e dependendo das circunstâncias políticas breves, essa movimentação poderia alterar significativamente o equilíbrio de forças no município. Observadores políticos alertam que, se o Executivo municipal não acompanhar atentamente esses movimentos, o presidente da Câmara que deverá ser Silvio Stédile poderá tornar-se uma figura estratégica no cenário político local, inclusive com potencial influência nos rumos administrativos e eleitorais do município, e ainda ser tratado dentro de pouquíssimo tempo como de Sua Excelencia o Prefeito Municipal da progressista Jacareacanga
Como diz o velho ditado político:
Quem viver verá! No inferno ou no inverno todos VERÃO
Síntese da Proposta de Resolução nº 002/2026
A proposta de resolução encaminhada à Câmara Municipal de Jacareacanga estabelece regras para vacância, sucessão e eleição da Mesa Diretora, com o objetivo de garantir segurança jurídica e continuidade administrativa no Legislativo.
Procedimentos de Vacância
O texto define as hipóteses que caracterizam vacância de cargo na Mesa Diretora, entre elas:
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renúncia;
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falecimento;
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cassação ou perda do mandato;
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destituição;
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decisão judicial transitada em julgado;
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outras situações previstas na legislação.
Nesses casos, a vacância deverá ser formalmente declarada em até 24 horas, e eventuais omissões poderão ser resolvidas pelo Plenário, conforme o artigo 122 do Regimento Interno.
Sucessão Temporária
Em caso de vacância da presidência:
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o vice-presidente assume interinamente;
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na ausência deste, assumem sucessivamente o primeiro e o segundo secretários;
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na impossibilidade dos membros da Mesa, o vereador mais idoso poderá assumir temporariamente.
Eleição para Preenchimento da Vaga
A resolução determina que:
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a eleição para preenchimento da vaga deve ser convocada em até três dias úteis;
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o processo ocorrerá em sessão plenária, por votação nominal e aberta;
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será eleito o candidato que obtiver maioria absoluta dos votos, e em caso de empate prevalecerá o mais idoso;
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o eleito exercerá apenas o restante do mandato original.
Impedimentos e Validade dos Atos
O texto também estabelece que:
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vereador que tenha renunciado ao cargo na Mesa não poderá concorrer novamente para o mesmo posto na mesma legislatura;
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todos os atos administrativos praticados antes da declaração formal de vacância permanecem válidos.
Disposições Gerais
A proposta prevê ainda que:
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o Regimento Interno da Câmara e os princípios constitucionais aplicam-se subsidiariamente;
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a resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando disposições contrárias.
Por ultimo, defende-se o municipio e seu progresso surgindo uma pergunta impertinente para ser respondida:
-O QUE MESMO O MUNICÍPIO GANHA SE DESESTABILIZANDO O TRABALHO DE ÉVERTON ARAÚJO?

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