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Sabado, 18 de Abril de 2026
ITAITUBA: ENTRE A RIQUEZA NATURAL E A POBREZA POLÍTICA

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ITAITUBA: ENTRE A RIQUEZA NATURAL E A POBREZA POLÍTICA

Às vésperas de 170 anos, município do Vale do Tapajós segue refém da ausência de decidido apoio, e da esperança por novas lideranças comprometidas

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ITAITUBA (PA), 08 de janeiro de 2016, às 09h12 – Falar de Itaituba não é tão difícil, tampouco é tarefa fácil. Trata-se de um município cravado em plena Floresta Amazônica que, se fosse um corpo humano, estaria fincado no peito esquerdo, exatamente onde pulsa o coração. Geograficamente localizada abaixo da Linha do Equador — onde, como diria o poeta, “não existe pecado debaixo da linha do Equador” —, Itaituba convida a todos para uma vivência intensa, rasgada e suada, a todo vapor.

Partindo dessa premissa poética, é possível afastar as ondas de falsos moralismos que nos cercam, pois pecado maior é aquele que avilta o povo. E quem melhor pode compreender isso é quem detém o poder e a responsabilidade de buscar soluções concretas para minorar o sofrimento de uma população ainda carente de políticas sociais efetivas. Essas políticas que hoje são impulsionadas pela gestão municipal, na esfera superior politica, sofrem descontinuidade e o êxito aguardado, lamentavelmente, quase nunca ocorre.

O que se vê, com frequência, é a aposta na inércia política, no aproveitamento da apatia popular, permitindo que, a cada pleito eleitoral, figuras se perpetuem no poder, mesmo quando suas “verdades” produzem efeitos negativos e duradouros. O pior é a sensação de que esses personagens se tornam eternos, enquanto o povo permanece refém da estagnação.

Itaituba e toda a vasta região do Tapajós carecem urgentemente do surgimento de alguém na esfera estadual e federal  com comportamento político distinto, capaz de romper esse ciclo vicioso. Caminhamos para 170 anos de elevação à categoria de cidade e, apesar de termos atravessado diversos ciclos econômicos — da caça de peles, látex, ao extrativismo vegetal, da mineração aurífera à exploração de recursos naturais —, jamais houve um planejamento sério e consistente para construir um município socialmente mais justo e sustentável.

Nossos representantes,  no Legislativo estadual e federal, foram, em grande parte, opacos e distantes da realidade local. Exemplos não faltam. Hilton Aguiar,  movimentou-se politicamente, é verdade, mas direcionou seus esforços mais para se projetar nos 144 municípios do Estado do Pará do que para devolver resultados concretos à sua principal base eleitoral: Itaituba.

Outro caso emblemático foi o do deputado federal Dudimar Paxiúba, que ganhou certa notoriedade ao defender a preservação do outrora límpido e caudaloso Rio Tapajós, muitas vezes em detrimento de milhares de famílias que dependiam da garimpagem para sobreviver. Sua trajetória política assemelhou-se a uma estrela cadente: surgiu com brilho, mas apagou-se rapidamente.

Já o atual deputado estadual Wescley Tomaz, como um samba de uma nota só, limita-se a discursar sobre a regularização da garimpagem no Vale do Tapajós, sem jamais apresentar — nem buscar junto aos seus entes federados — alternativas econômicas viáveis para a região diante do declínio e da proibição definitiva da atividade garimpeira. Pouco valeram esses representantes ao povo que os elegeu.

É fácil pressupor que estamos politicamente “sem eira nem beira” nas Casas Legislativas do estado e em Brasilia, o que dificulta ao gestor municipal encontrar um manancial de investimentos que realmente beneficie Itaituba. Resta-lhe, muitas vezes, recorrer a figuras sem compromisso real com o município e com sua gente em suas andanças atrás de recursos. As edificações estruturantes como pavimentação de ruas e praças como  a do Cidadão o custeio remete-se a recursos próprios do tesouro municipal.

Esse dilema pode ser revisto, minimizado ou superado? O que fazer, então? Evidentemente, é preciso formar — ou identificar — uma liderança desapegada do egocentrismo, que possua verdadeiro sentimento patriótico e compreenda que Itaituba é um rincão essencial deste país. Um país que muitos mancharam de vermelho, rindo enquanto constatam a derrocada do Estado Democrático de Direito.

Formar caráter e personalidade política exige observação cuidadosa: analisar conduta, humanismo, solidariedade, respeito à diversidade, relação com a sociedade, qualidade de vida, virtudes, defeitos e capacidade intelectual. Hoje, infelizmente, temos na Presidência da República um homem desprovido de preparo para compreender que governa uma nação, e não um carcomido caminhão de entulho. Alguém que construiu um sistema voltado ao benefício próprio e à manutenção no poder, contaminando até os guardiões da Constituição. Por isso, o Brasil encontra-se à deriva. Afinal, você entraria em um avião pilotado por alguém sem brevê? tem que haver mudanças!

Para  não se dizer que não falei das flores, impressiona, positivamente, o recente contato com a sociedade e o discurso refinado, porém acessível, da jovem senhora Ellayne Dalmeida. Trata-se de uma pessoa culta, mas de palavras claras e postura firme, que vem despertando atenção não apenas dos formadores de opinião, mas também da população periférica, historicamente silenciada.

Creio que Ellayne Dalmeida que não a conheço pessoalmente, deva ser observada com mais atenção por quem propaga notícias e informações, bem como pelo povo em geral. Deve ser convidada a debates e sabatinas sobre os rumos de Itaituba. Sua presença tem causado impacto justamente entre aqueles que não têm voz e foram emudecidos pelo descrédito em seus representantes legais — mais próximos da partilha de receitas nas capitais estadual e federal do que das reais necessidades do município.

Para eles, os corredores palacianos de Belém e Brasília são longos, cansativos e cheios de ferrolhos nas portas. Poucos sabem como abri-los. Talvez esteja surgindo, enfim, uma luz no fim do túnel para esta região historicamente sombreada. Habilitem-se!

Conversando brevemente com o confrade Ramilso Santos, esse falou  entusiasmado sobre  Ellayne Dalmeida, e sua forma de conversar com as pessoas em grupos ou individualmente, dizendo que "A nulher é diferenciada!" na Ocasião me repassou imagens da mesma e uma EXORTAÇÃO À ITAITUBA.

Parabéns, nossa amada Itaituba!


Cidade Pepita, terra de muitas riquezas. Riquezas que não estão apenas no que se tira do chão, mas vivem nas nossas comunidades, na região ribeirinha e na força do nosso povo!

Hoje celebramos 169 anos reafirmando um compromisso:
honrar nossa história, valorizar nossas riquezas e colocar sempre em primeiro lugar o que temos de mais precioso — a nossa gente.

De forma especial, nossos parabéns à ASFITA – Associação dos Filhos de Itaituba, pelos seus 25 anos de história, em nome da nova diretoria, Júnior, Genésia, Sandra e toda a brilhante equipe, por contribuírem ativamente com a história e desenvolvimento da nossa cidade.

Parabéns, Cidade Pepita!
Que esse orgulho continue brilhando no coração de cada filho teu ✨💛

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