NOVO PROGRESSO(PA), 09Set'2026 às 19hs20' - A Polícia Militar neutralizou, na manhã desta quinta-feira (3), um foragido do sistema judiciário após um confronto armado ocorrido no bairro Jardim Itália, em Novo Progresso, sudoeste paraense. O indivíduo, identificado como Orismar Santana de Souza, era monitorado pelas forças de segurança devido ao seu histórico de alta periculosidade e à suspeita de planejar assaltos no município.
A intervenção policial teve início após denúncias indicarem que o suspeito circulava pela cidade em um Fiat Palio cinza. No início da manhã, por volta das 6h20, uma guarnição do 46º BPM localizou o automóvel. Ao tentar realizar a abordagem, o condutor empreendeu fuga em alta velocidade, deflagrando uma perseguição que se estendeu até a Avenida Beira Rio.
Ao ter a trajetória interrompida, o acusado desembarcou do veículo disparando contra os agentes. Ao menos três projéteis atingiram a porta lateral da viatura 4604, na altura do banco do comandante do patrulhamento. Diante da ameaça direta à vida da equipe, os militares responderam à agressão e alvejaram o infrator, que tombou às margens de um igarapé.
Apesar de ter sido socorrido de imediato pelos próprios policiais e encaminhado à emergência hospitalar, Orismar não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada pela equipe médica de plantão.
No local da ação, os agentes apreenderam um revólver Taurus calibre .38 — com quatro cartuchos deflagrados e dois intactos —, além do automóvel utilizado na fuga. Todo o armamento e o veículo foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Novo Progresso, onde a ocorrência foi registrada para a instauração do inquérito policial e a adoção dos procedimentos de praxe pela autoridade competente.
Causa forte apreensão imaginar do que um criminoso de alta periculosidade, capaz de enfrentar uma guarnição policial armada, seria capaz de fazer contra cidadãos indefesos, sem treinamento de reação ou meios de defesa. - Comenta o redator do RP
Infelizmente, virou rotina observar que alguns distritos e municípios ao longo do trecho paraense da BR-163 — como Castelo de Sonhos, Novo Progresso, Moraes Almeida e Trairão — registram episódios frequentes de confrontos entre a criminalidade e as forças de segurança pública.
A realidade demonstra que esses indivíduos atuam no limite do desespero e do descaso com a própria vida: sem vínculos familiares, referências morais ou valores espirituais, movidos muitas vezes por mentes entorpecidas pelo vício e por uma falsa sensação de impunidade. Enfrentar a tiros agentes capacitados para defender a sociedade civil não é apenas ousadia, é um ato insano. Nessas circunstâncias, a equação do confronto costuma ter o mesmo desfecho trágico e inevitável: a resposta da lei, o trabalho da Polícia Civil e da perícia técnica, e a interrupção definitiva da trajetória do crime, em uma cova, no campo santo local.

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