ITAITUBA(PA), 11Fev'2024 - Vitimado por males naturais, com origem em um mal súbito evoluindo para um Acidente Vascular Cerebral e suas complicações, foi exaltado às Manções Celestiais nesta data, o pranteado Irmão Mestre Maçom Márcio Roberto Monteiro grande Elo da Corrente Fraternal Maçônica Universal, que está sendo velado nas dependencias do Clube das Damas da Fraternidade da Loja Maçônica Acácia do Tapajós.
Atualmente Márcio desenvolvia mais o Maçonismo ensinado nas Oficinas Maçônicas em meio ao seu vasto circulo de amizade, fazendo visitações domiciliares aos amigos e irmãos.
Visitava com frequencia o Irmão Castelo Branco que encontra-se em convalescência de males da idade entre outros irmãos em domingueiras e festivas.
A tres semanas o recebi rapidamente em minha choupana, com alegria contagiante que lhe era peculiar, já que nada estava ruim para seu bem humorado comportamento, mesmo dizendo que sofria com males do coração. Mesmo com o coração batendo descompassado, nosso urmão Márcio que migrou para o Oriente Eterno, nosso saudoso irmão tinha um doce e bom coração.
Sic.´. Glory.´. Mundi.´.
A CONCEPÇÃO DA MORTE PARA OS MAÇONS
Sendo a Instituição Maçônica uma Ordem Iniciática, portanto detentora de axiomas próprios, configurando-se tal qual um estamento; possui uma concepção assaz particularizada sobre o “grande mistério” da morte.
A análise da Morte pressupõe antes uma análise da Vida. Para o Maçom, conforme já foi dito muitas vezes através de reflexões de eruditos da Ordem Maçônica, a vida resume-se a um constante aperfeiçoamento, um labor que visa o melhoramento do ser in terrae, não estando desta forma, o homem, fadado a permanecer perpetuamente neste plano corruptível.
Desta feita, a morte para a Maçonaria é, senão, uma passagem, uma transferência de um plano corrupto para uma vida post mortem em um plano maior, junto à perfeição Divina, transferência esta que sugestiona o câmbio do status do morto, colocando-o na esfera do sagrado, o que nos remete, analogamente, às concepções judaico-cristãs, conforme explicita o Ritual de Pompas Fúnebres do Rito Adonhiramita em citação de Job:
“Nós ouvimos, sombra cara, as tuas queixas e teus suspiros, dirigimos-te estas palavras ternas e consoladoras. Está escrito que seremos revestidos de uma carne incorruptível no seio da Glória, que então veremos o Pai, o Criador de tudo que respira; nós O contemplaremos com os nossos olhos despidos de qualquer emblema.”
Esse lugar imaculado, habitáculo dos maçons já falecidos chama-se maçonaria celeste, que é uma espécie de loja regida diretamente pelo Grande Arquiteto do Universo, o Senhor dos Mundos, Pai da “perfeição” tão almejada pelo maçom em vida.
Meu profundo pesar aos familiares do pranteado e estimado irmão, em particular ao Amado Mauricio irmão biológico e Maçônico do nosso Mestre Márcio, ora pranteado pela dor da saudade!
"Verba volant; scripta manent"
“A DIFERENÇA ENTRE A PALAVRA CERTA E A PALAVRA QUASE CERTA, É A DIFERENÇA ENTRE O RELAMPAGO E O VAGALUME"


