O réu Daniel Silva Miranda ao lado dos advogados Benones Agostinho do Amaral e Jonas do Nascimento Costa - Créditos: Portal OESTADONET
Um crime brutal ocorrido na manhã do dia 4 de outubro de 2024, em um terreno baldio de Almeirim, no oeste do Pará, chegou ao desfecho judicial nesta semana. O réu Daniel Silva Miranda, conhecido como “Rabibe”, foi condenado a 21 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato de Maria Inalda Santana Lobato, vítima de feminicídio praticado com requintes de crueldade e em contexto de violência de gênero.
Segundo a denúncia do Ministério Público, na madrugada do crime, Daniel, a vítima e um terceiro indivíduo identificado como Adilson Calda da Silva, conhecido como “Branco”, passaram parte da noite no Flutuante Rodrigo Bruno e posteriormente no Bar do Munrah. Com o amanhecer, seguiram juntos até um terreno baldio, no cruzamento da Rua Venceslau Ricardo Lopes com a Travessa Álvaro Adolfo.
No local, Maria Inalda manteve relação sexual consensual com Adilson. Ao recusar ter relações com Daniel, a vítima foi brutalmente atacada com uma facada no peito, golpe que resultou em sua morte ainda no local. O crime chocou moradores da cidade pela frieza e pela motivação fútil do agressor, que foi preso em flagrante logo após o homicídio.
Durante a sessão do Tribunal do Júri, promotores de Justiça Vinícius Domingues Maciel e Antônio Moreno Boregas e Rego sustentaram a acusação com base no artigo 121.
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