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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
JACAREACANGA SOB ATAQUE:  ISOLAMENTO E AMEAÇA DE PERDA TERRITORIAL REVOLTA POPULAÇÃO
Economia

JACAREACANGA SOB ATAQUE: ISOLAMENTO E AMEAÇA DE PERDA TERRITORIAL REVOLTA POPULAÇÃO

Município enfrenta colapso estrutural, rodovia intrafegável e risco de perder área produtiva, enquanto cresce a cobrança por reação firme contra avanço da FUNAI

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U R G E N T E 

Como a Funai irá delimitar uma área com inumeras propriedades pra  ampliação da T.I. Kayabi?

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JACAREACANGA/GLEBA S. BENEDITO(PA), 27Mar'2026 às 11hs 34' - Jacareacanga, no sudoeste do Pará, vive hoje um dos momentos mais críticos de sua história recente — e não por acaso. Abandonado à própria sorte, o município empobrecido pela desmobilização da garimpagem,  sobrevive com extrema dificuldade, dependente quase que exclusivamente de repasses constitucionais, sem capacidade de geração de renda própria e sufocado por uma estrutura pública fragilizada.

O cenário, que já beira o colapso, torna-se ainda mais dramático diante da situação vergonhosa da BR-230 (Transamazônica), principal ligação com a cidade de Itaituba. Em trechos intransitáveis, a rodovia expõe o abandono do poder público federal e compromete diretamente o abastecimento do município. Falta diesel, falta logística, falta dignidade, irá faltar alimentos nos supermercados. A consequência é imediata: risco à geração de energia elétrica, desabastecimento e prejuízos severos à já combalida economia local.

Mas, se a precariedade da infraestrutura já não fosse suficiente, uma nova ameaça — ainda mais grave — avança nos bastidores de Brasília: a redução do território de Jacareacanga. Um verdadeiro golpe silencioso contra o município.

A cegueira mental de técnicos da Funai não viram a extensa área produtiva de um aglomerado humano

Hoje, grande parte da área territorial já está comprometida por unidades de conservação e terras indígenas, de acordo com  informações disponíveis, Jacareacanga  é caracterizada por ter uma grande porção de seu território coberta por áreas protegidas, principalmente Terras Indígenas (TIs) do povo Munduruku, e remanescentes Apíaká, que ocupam uma parte expressiva da região, como a Terra Indígena Sai Cinza, que inclusive se sobrepõe ou melhor é geminada a áreas patrimoniais do próprio município. Ainda assim, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas articula a ampliação da Terra Indígena Kayabi, em uma investida que pode avançar sobre a Gleba São Benedito — uma das poucas áreas produtivas restantes do município  Jacareacanguense

E aqui está o ponto mais grave: NÃO SE TRATA DE TERRA VAZIA!.

A Gleba São Benedito é densamente  ocupada, produz, gera renda e sustenta famílias. São centenas de moradores, trabalhadores rurais que movimentam a economia local, produzem alimentos, mantêm escolas, postos de saúde e estruturas básicas de sobrevivência. Ignorar essa realidade não é apenas um erro técnico — é uma decisão política.

Críticos denunciam que há uma tentativa deliberada de reescrever a realidade da região, apresentando ao país e até ao exterior uma narrativa distorcida, como se a área fosse desocupada ou irrelevante. Uma construção que, na prática, despreza quem vive, trabalha e produz no local.

A pergunta que ecoa entre lideranças locais é direta: a quem interessa enfraquecer ainda mais Jacareacanga?

Enquanto isso, nos corredores do poder em Brasília, representantes políticos e lideranças regionais travam uma verdadeira batalha para evitar o que muitos já classificam como um “confisco territorial disfarçado”. A disputa envolve interesses sensíveis e coloca em xeque o futuro econômico e social do município.

E, em meio a essa crise, uma ausência chama atenção — e causa incômodo.

A falta de protagonismo dos políticos locais e entes do estado e Federados. A população e lideranças políticas local cobram uma atuação firme, estratégica e urgente do prefeito, com articulação política e, principalmente, com medidas jurídicas contundentes junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Superior Tribunal de Justiça.

Funai com pretensão de varrer do mapa a produtiva comunidade de São Benedito

Como encaminhamento concreto, o representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Dr. Flávio Santos em conjunto com os vereadores, Rui Baima, Neumar Xavier e Everton Sales, defendem que o prefeito avance imediatamente em articulação institucional junto ao governador do Estado, Jader Barbalho, buscando o engajamento direto do Governo do Pará nessa disputa. A avaliação é clara: Jacareacanga, mesmo com arrecadação modesta, responde por parcela significativa dos tributos que circulam no município e não pode ser penalizado com a perda de sua base produtiva.

Sem essa reação coordenada — política e jurídica — o município corre o risco real de assistir, passivamente, à perda de parte significativa de seu território produtivo.

Por outro lado, como supramencionado algumas vozes têm se levantado. O representante do Sindicato dos Produtores Rurais, Dr. Flávio Santos, ao lado dos vereadores Rui Baima, Everton Sales e Neumar Xavier, vem atuando na linha de frente dessa resistência, denunciando o problema e buscando impedir o avanço da proposta.

Mas a verdade é dura: Jacareacanga está sob ataque — econômico, territorial e institucional.

E, diante disso, não há mais espaço para omissão, silêncio ou hesitação

REMENDO RP - I

Sobre o estagio da evolução do assunto ocorreu uma audiência dia  25/03/2026 em Brasília no Supremo Tribunal Federal (STF), e o principal assunto tratado foi uma situação envolvendo o Estado de Mato Grosso. De forma geral, a conversa girou mais em torno de Mato Grosso, e o Estado do Pará quase não foi discutido — foi mencionado pelo Dr. Vanir em um momento específico, quando ele mesmo, fez uma pergunta durante a audiência sobre o estado do Pará, visto que consta um registro único que abrange os dois estados (Pará e Mato Grosso) 

Em certo ponto, o advogado Dr. Flávio Santos, que é representante do Sindicato dos Produtores Rurais  de Jacareacanga, teve a oportunidade de falar e defendeu os interesses dos produtores rurais. Também houve manifestação de outros participantes, inclusive da  Advogada presente, reforçando que, na prática, muitas pessoas da região dependiam de serviços de Mato Grosso, como saúde, educação e documentação rural, devido o conflito existente sobre as limitações de áreas, ou seja, já existe uma ligação real com esse estado.

Um ponto importante: o juiz não tomou nenhuma decisão final ainda. A audiência foi mais para ouvir as partes e entender melhor a situação.

Ficou definido que o Estado de Mato Grosso e a FUNAI terão em torno de 30 dias para levantar informações específicas sobre o registro da parte do Mato Grosso para o processo.

Além disso, ficou decidido unir entre  Dr. Flávio (sindicato) e Dra. Maria Eduarda (associação) para reunirem documentos para que possa fortalecer  a  participação de Jacareacanga  no processo e garantir que a situação de Jacareacanga  seja reconhecida oficialmente

Há de ser necessário reforço nessa luta e a presença do Prefeito e Governador do estado eleva a importância de se ter exito nessa luta.

REMENDO RP -II

Através de uma comunicação telefônica, o Vereador  Everton Sales, pediu que o responsável do Blog retirasse  seu nome do rol de vereadores nominados  que estariam no STF atuando na linha de frente da luta em referencia na defesa do municipio de Jacareacanga. Aduz  Sales que realmente acompanhou seus nobres colegas no STF, porem não discutiu assunto algum naquele tribunal por não conhecer  detidamente os assuntos em pauta em discussão.

REMENDO RP- III

-Louva-se, em defesa do municipio de Jacareacanga a iniciativa do Poder Legislativo atraves de seu presidente à epoca (01.08.2.025) Antonio Mendes Cardoso com apoio do Prefeito Municipal Valdo do Posto ter oficializado uma CARTA PÚBLICA OFICIAL  CONJUNTA  001/2025 (Cópia retida na redação do Blog para comprovação) defendendo interesse unicamente em prol do município de Jacareacanga questionando   a ampliação da Terra Indigena Kayabi que se efetivada sua ampliação traria seríssimos prejuizos econômicos e sociais para o municipio. A decisão dos políticos em defesa  da municipalidade mostra inequívoco trabalho para não se perder renda das atividades de produção  da região da Gleba São Benedito parte integrante  e inquestionável do territorio Jacareacanguense.

 

FONTE/CRÉDITOS: WALTER A TERTULINO
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): WALTER A TERTULINO

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