
O ex-governador Helder Barbalho (MDB) e o deputado estadual Chicão (União) chegam ao Senado. Foto: Agência Senado.
O Ministério Público Eleitoral do Pará apresentou nesta quarta-feira (4) uma ação pedindo a cassação dos diplomas dos senadores Chicão (União Brasil) e Helder Barbalho (MDB), eleitos nas eleições de 2026 para representar o estado no Senado Federal a partir de 2027.
Ambos devem fazer parte da base do governo do presidente Lula (PT), reeleito para a presidência da República. O ex-governador do Pará apoiou o petista e tem um bom relacionamento com ele desde a realização da COP 30, em Belém, no ano passado.
Outros sete políticos também são alvo do processo, dentre eles a atual governadora paraense, Hana Ghassan (MDB), que perdeu a disputa pela reeleição para Dr. Daniel (podemos).
O procurador regional eleitoral Bruno Araújo Soares Valente identificou irregularidades em um decreto publicado em setembro pela prefeitura de Brasil Novo. Na ocasião, o prefeito Weder Makes Carneiro, conhecido como Pirica, estabeleceu ponto facultativo a servidores municipais no mesmo dia em que a cidade recebeu uma carreata de aliados.
A ação conta com vídeos e áudios em que se mostra que integrantes da prefeitura orientam que os trabalhadores trabalhem pela parte da manhã e compareçam ao ato durante a tarde. Também foram distribuídas camisetas de apoio e auxílio de transporte público para o ato, além da realização de um churrasco no local.
Além de Helder Barbalho, Chicão, Hana Ghassan e Pirica, os pedidos incluem a cassação dos diplomas de Dirceu Ten Caten, candidato a vice-governador na chapa de Hana Ghassan, e dos quatro suplentes a senador na chapa: o ex-governador Jader Barbalho e também Samuel Camara, Joel Lobato e Pastor Ibanês.
Ambos os citados ainda não se manifestaram sobre a ação.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se