JACAREACANGA(PA), 07Nov2026 às 18h56' - Para compreender o afastamento do prefeito Valdo dos atendimentos ao público no gabinete da prefeitura — onde costumava receber a população e tentar solucionar as demandas reprimidas —, é preciso lançar um olhar amplo sobre uma das causas centrais dessa ausência: a ciência de que ele simplesmente não dispõe de recursos para resolver os problemas apresentados pelo povo.
Ao se esquivar da população de Jacareacanga — que migra da pobreza para a miséria extrema em múltiplos aspectos —, o prefeito reflete o impacto de ações externas. O principal responsável por esse cenário tem nome e sobrenome: Helder Barbalho. Durante oito anos à frente do Governo do Estado, Barbalho aplicou verbas astronômicas em publicidade e endividou o Pará com empréstimos obtidos com o aval da Assembleia Legislativa (Alepa), presidida por seu aliado Chicão. Na reta final de sua gestão — cuja transição se deu para a insossa Hana, que seguiu sob seu direcionamento —, deixou o estado em situação calamitosa. O quadro atinge até mesmo a "sala de visitas" paraense: Belém assusta quando se conhece a periferia maquiada para a COP 30, marcada pela falta de saneamento básico, fome, miséria e violência desmedida.
Trata-se de uma verdadeira vergonha para quem chancelou a passagem de Helder Barbalho ao Senado. Em oito anos de uma gestão fracassada, o estado será entregue ao Dr. Daniel Santos como uma terra arrasada e sufocado por uma dívida astronômica junto a instituições financeiras — uma herança maldita para o governo que se inicia no primeiro dia do novo ano.
Os dados sociais confirmam o colapso. Entre os municípios paraenses com os piores desempenhos no país e baixa densidade demográfica, Jacareacanga figura em primeiro lugar, seguida por Portel, Pacajá, Anapu, Uruará, Trairão, Bannach, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte, Oeiras do Pará e Anajás. No total dos 144 municípios do Pará, Jacareacanga ocupa a última posição no Índice de Progresso Social (IPS Brasil), registrando a menor nota do estado (44,32 pontos). Para não dizer que não falei das flores — que murcharam —, vejam ao ponto que reduziram a cinzas nosso Pará e principalmente nossa região.
SERIA INTERESSANTE DEFENDER O PARÁ PARA OS PARAENSES -Que amor, que sentimento, que coração, tem esse politico com relação ao Pará? o leitor irá descobrir que sentimento é esse no video abaixo desta matéria, mas antes a "verdade" dele: ouçam!
O sumiço do prefeito dos atendimentos públicos, denunciado pela população e encorajado pelo protesto respeitoso do vereador Everton Salles, tem no topo da responsabilidade o ex-governador Helder Barbalho. Com a desmobilização do garimpo na região, a única alternativa econômica oferecida pelo Estado foi um pacote de enganos e ilusões. Na prática, o governo estadual contribuiu para a destruição da atividade ao reforçar a atuação fiscalizatória do ICMBio com a estrutura das forças de segurança, sem oferecer qualquer compensação ou plano de transição.
Do ponto de vista político, Valdo é um gestor monossilábico e carece de argumentos para reunir os vereadores — até de sua propria base aliada — e prestar contas de receitas, despesas e dotações orçamentárias. Estar no interior da prefeitura tornou-se o equivalente a gerenciar um permanente gabinete de crise, sem perspectiva de luz no fim do túnel.
Em complemento ao vídeo gravado pelo vereador Everton Salles, o indígena Vandenir Noris somou-se à indignação do parlamentar — de quem é amigo próximo. O posicionamento de Noris traz à tona um ponto fundamental: a ausência do prefeito não deveria paralisar a máquina pública, visto que existe a figura constitucional do vice-prefeito, cujo dever é justamente assumir a gestão e atender às demandas da comunidade durante esses impedimentos.
Mudando o panorama da análise, é incontestável a existência de uma demanda social represada que exige solução urgente, sobretudo pela Assistência Social do município. Contudo, permita-me a sinceridade:
Uma camada da população também se acostumou a recorrer à "vaca leiteira" do poder público — à semelhança do personagem Jaiminho, de Tangamandápio, para "evitar a fadiga".
A realidade econômica local apresenta contrastes. Existem inúmeras obras em construção pela cidade; as olarias estão com encomendas acertadas para entrega para dois a três meses e enfrentam escassez de mão de obra para a fabricação de tijolos. Na construção civil, diversos profissionais deixam de pegar novos serviços por falta de ajudantes — trabalhadores que, ironicamente, podem estar acotovelando-se nas filas à espera de atendimento com o prefeito. Há dinheiro circulando no município. A empresa Brasdoc Timber, atuante no desdobro de madeira em tora, precisa recorrer a municípios vizinhos como Apui ou Itaituba para contratar trabalhadores para sua serraria. Ou seja: a crise não se estende a todos os setores de forma idêntica, tem dinheiro correndo na cidade.
O prefeito, reeleito após derrotar um grupo de promesseiros graças ao seu perfil humilde e reservado, erra gravemente ao se fechar para o povo que o elevou ao topo da gestão municipal. Erra ainda mais ao recusar atendimento aos próprios vereadores que garantem a sustentabilidade política do seu mandato. Recebe, conta a verdade sobre o municipio, encara a realidade, depois chorem juntos e joguem praga no Helder Barbalho!!!
O vereador Everton Salles — cidadão instruído, de caráter pacífico e atuação moderada — demonstrou em seu pronunciamento que mantém a confiança no trabalho do prefeito. No entanto, o isolamento do prefeito coloca constantemente em xeque o trabalho do Legislativo, já que os vereadores funcionam como para-choques e são diariamente cobrados na Câmara, igrejas, nos bares, nas ruas por cidadãos e lideranças indígenas que vêm de áreas distantes do município e não podem mais ser atendidos com velhas desculpas.
Ponto interessante que ao invés de uma pessoa instruida, capaz, que procure entender a situação e conversar quando puder com o Prefeito para olhar com mais carinho pelo municipio, surgem como "zumbis zangados" os puxa-sacos, baba-ovos, massageadores escrotais de sua Excelencia.

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