
JACAREACANGA(PA), 19Abr'2024 - Nesta postagem e data importante, homenageio um povo que aprendí a conviver e com quem viví muitos momentos de lutas, e vitórias alem dos prazerosos e longos momentos de aprendizagem que enriqueceram minha vida.
O POVO MUNDURUKU
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Não podendo nominá-los por seu quantitativo, irei trazer à lembrança apenas o nome de alguns Caciques, grandes líderes dos Caçadores de Cabeças, que hoje vagueiam juntos, defendendo a perpetuação do espírito imortal da união entre seu povo, caminhando pelas densas florestas, vales, campinas, cerrados, e/ou savanas, planíceis e planaltos, que formam a gigante e extensa Terra Mundurukânia, desde o Rio Jurupary (Tropas) até as confins do estado do Mato Grosso, cruzando antes, as savanas do Decodemo onde se veem muita abundância que Tupa'na plantou naquelas paragens ao usufruto de seu Povo Indígena, colocando até emas, com fartura em caças, frutos e pesca; Vez enquando esses entes, visitando na memória de Karu-Sakaybê a grande Aldeia Celestial. Foram incríveis doze nos que diuturnamente lutei junto e por esse povo.
ME ABENÇOEM!
Biboy e Joaquinzinho Kabá, Silvério Kabá, Martinho Borum, Anselmo Waro, Baxixi, Luizão Waro, Amâncio Ikon, Vicente Saw, Mimim Akay, João Tomé Akay, Vivaldo Krixi, tem muitos outros que, não por ingratidão, e sim por lapso de memória, não recordo momentaneamente os nomes.
Obrigado por me ensinarem a ser guerreiro e a defendê-los na forma da legislação que os protegem.
Verba volant; scripta manent"
"A diferença entre a palavra certa e a quase certa, é a diferença entre o relâmpago e o vagalume"
