Por Juliana Bessa, Jhenyffer Florêncio, g1 Pará e TV Liberal — g1 Pará
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Uma professora de 37 anos identificada como "Kettily" é investigada pela polícia por suspeitas de venda de cargos públicos em escolas do Pará. O boletim de ocorrência (B.O.) foi registrado nesta terça (30), em Marabá, no sudeste do estado. Ela foi afastada do cargo, segundo o governo - veja posicionamento ao final.
Segundo o B.O. registrado na Polícia Civil (PC), a mulher trabalhava na Escola de Estadual de Ensino Médio Lício Soleiro, em Brejo Grande do Araguaia, e supostamente vendia vagas institucionais inexistentes na Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
A denúncia aponta que a professora teria ofertado portarias e falsificava documentos públicos, com intuito de vender os cargos.
De acordo com as investigações, a suspeita cobrava de R$ 2 mil a R$ 3 mil para lotar as pessoas em escolas da região.
De acordo com a polícia, seis vítimas foram identificadas, mas acredita-se que há mais pessoas lesadas.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Vinícius Cardoso, a professora fingia ser uma intermediária e se aproveitava de interessados em trabalhar em escolas, via contrato com a Seduc. Ou seja, as vítimas não sabiam que eram documentos falsos, segundo a polícia.
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Um dos memorandos entregues pela mulher a uma das vítimas. — Foto: Polícia Civil (PC).
Com o valor em mãos, a mulher entregava um memorando às vítimas como forma de "comprovar" que a realmente conseguiu o vínculo empregatício no local por meio da Seduc.
"A pessoa chegava na escola e apresentava o memorando para entrar em exercício. Isso chamou a atenção dos diretores dessas escolas, que entraram em contato com o diretor regional de ensino. Ele disse que a assinatura [nos documentos] não era sua e que os documentos não eram verídicos", pontuou o delegado Vinícius.
O delegado explicou ainda que a mulher foi identificada e ouvida pela polícia. Um inquérito foi instaurado para apurar estelionato e falsificação de documento público.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) disse que "repudia qualquer ato de ilegalidade por parte de seus servidores e a professora foi afastada imediatamente após a denúncia".
"A Seduc colabora com as investigações da Polícia Civil e ressalta que as vítimas também podem formalizar relatos na Ouvidoria da instituição", afirma.
O g1 Pará também havia solicitado posicionamento da prefeitura de Marabá, mas não havia obtido retorno até a última atualização da reportagem.
