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Sexta-feira, 12 de Junho 2026
Professora é investigada por suposta venda de cargos públicos em escolas do Pará
Educação

Professora é investigada por suposta venda de cargos públicos em escolas do Pará

Mulher é suspeita de vender vagas inexistentes na Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) por até R$ 3 mil, segundo a polícia.

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Imagens mostram os falsos memorandos. — Foto: Polícia Civil (PC)

Uma professora de 37 anos identificada como "Kettily" é investigada pela polícia por suspeitas de venda de cargos públicos em escolas do Pará. O boletim de ocorrência (B.O.) foi registrado nesta terça (30), em Marabá, no sudeste do estado. Ela foi afastada do cargo, segundo o governo - veja posicionamento ao final.

Segundo o B.O. registrado na Polícia Civil (PC), a mulher trabalhava na Escola de Estadual de Ensino Médio Lício Soleiro, em Brejo Grande do Araguaia, e supostamente vendia vagas institucionais inexistentes na Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

A denúncia aponta que a professora teria ofertado portarias e falsificava documentos públicos, com intuito de vender os cargos.

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De acordo com as investigações, a suspeita cobrava de R$ 2 mil a R$ 3 mil para lotar as pessoas em escolas da região.

De acordo com a polícia, seis vítimas foram identificadas, mas acredita-se que há mais pessoas lesadas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Vinícius Cardoso, a professora fingia ser uma intermediária e se aproveitava de interessados em trabalhar em escolas, via contrato com a Seduc. Ou seja, as vítimas não sabiam que eram documentos falsos, segundo a polícia.

Um dos memorandos entregues pela mulher a uma das vítimas. — Foto: Polícia Civil (PC).

Um dos memorandos entregues pela mulher a uma das vítimas. — Foto: Polícia Civil (PC).

Com o valor em mãos, a mulher entregava um memorando às vítimas como forma de "comprovar" que a realmente conseguiu o vínculo empregatício no local por meio da Seduc.

"A pessoa chegava na escola e apresentava o memorando para entrar em exercício. Isso chamou a atenção dos diretores dessas escolas, que entraram em contato com o diretor regional de ensino. Ele disse que a assinatura [nos documentos] não era sua e que os documentos não eram verídicos", pontuou o delegado Vinícius.

 

O delegado explicou ainda que a mulher foi identificada e ouvida pela polícia. Um inquérito foi instaurado para apurar estelionato e falsificação de documento público.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) disse que "repudia qualquer ato de ilegalidade por parte de seus servidores e a professora foi afastada imediatamente após a denúncia".

"A Seduc colabora com as investigações da Polícia Civil e ressalta que as vítimas também podem formalizar relatos na Ouvidoria da instituição", afirma.

O g1 Pará também havia solicitado posicionamento da prefeitura de Marabá, mas não havia obtido retorno até a última atualização da reportagem.

FONTE/CRÉDITOS: G1 PA,
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): G1 PA,

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