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Quarta-feira, 24 de Junho 2026
Tuíre Kayapó, grande líder indígena do Pará, morre aos 54 anos
Indigenismo

Tuíre Kayapó, grande líder indígena do Pará, morre aos 54 anos

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também se manifestou por meio de nota, onde ressaltou a força, coragem e a marca deixada por Tuíre na história

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Tuíre Kayapó morreu neste sábado (10 aos 54 anos. Foto: Mídia NINJA/Mobilização Nacional Indígena

Tuíre Kayapó, uma das lideranças indígenas mais conhecidas do Pará, morreu neste sábado (10), aos 54 anos. A morte foi confirmada pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Kayapó do Pará. A causa da morte teria sido complicações decorrentes de um quadro de câncer no colo do útero.

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Tuíre Kayapó, uma das lideranças indígenas mais conhecidas do Pará, morreu neste sábado (10), aos 54 anos. A morte foi confirmada pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Kayapó do Pará. A causa da morte teria sido complicações decorrentes de um quadro de câncer no colo do útero.

Tuíre ganhou notoriedade nacional e internacional após um episódio ocorrido no ano de 1989, quando ela tinha apenas 18 anos.

Durante o 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, Tuíre ameaçou o então presidente da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, com um facão, chegando a encostar a lâmina no rosto do gestor. Na época, discutia-se a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no leito do rio Xingu, no Pará.

Diante da repercussão mundial, o projeto da hidrelétrica no Rio Xingu acabou adiado por tempo indeterminado. Ao todo, a suspensão durou 22 anos até que, em 2011, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença para que a construção da usina fosse iniciada na região entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu, sendo inaugurada em 2016.

Tuíre Kayapó protagonizou imagem que se tornou símbolo de resistência indígena ao redor do mundo. Foto: Paulo Jares

Diante da morte de Tuíre Kayapó, a Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) divulgou uma nota de pesar onde destacou o legado de luta pelos direitos indígenas deixado por Tuíre. “Sua passagem para outra dimensão nos deixa um vazio imenso, mas também uma responsabilidade ainda maior de continuar sua luta. Seguiremos firmes com a força e o exemplo que você nos deixou, Tuíre”, disse a entidade.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também se manifestou por meio de nota, onde ressaltou a força, coragem e a marca deixada por Tuíre na história do país em seus atos de resistência. “O gesto de Tuíre, colocando-se diretamente diante de decisões que afetavam sua terra e seu povo, representou um ato de resistência que permanecerá para sempre na memória daqueles que lutam por justiça”, declarou.

QUEM FOI TUÍRE KAYAPÓ

Nascida em 1970 e integrante do povo Mebêngôkre, Tuíre cresceu no território Kayapó, mais precisamente na aldeia Kokraimoro, que fica localizada às margens do Rio Xingu, no sudoeste do Pará.

Em sua trajetória de vida, ela foi uma das pioneiras no ativismo indígena feminino, onde foi uma protagonista em diversas outras manifestações em defesa da floresta, dos territórios e direitos indígenas.

Entre as suas últimas declarações públicas, Tuíre Kayapó convocou os povos indígenas e os demais brasileiros para lutarem contra o Marco Temporal, que tramita entre os poderes Legislativo e Judiciário.

FONTE/CRÉDITOS: copdol
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): copdol

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