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Domingo, 14 de Junho 2026
VERADOR VÍTIMA DE QUADRILHA QUE USA NOME DE JUIZ DE SANTARÉM RELATA COMO CAIU NO GOLPE
Polícia

VERADOR VÍTIMA DE QUADRILHA QUE USA NOME DE JUIZ DE SANTARÉM RELATA COMO CAIU NO GOLPE

Golpista usa a prerrogativa de Juiz, se dizendo fazer ações sociais em município e passando por magistrado

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Vereador vítima de quadrilha que usa nome de juiz de Santarém relata como caiu no golpe

O vereador Enfermeiro Frank (MDB), de Mojuí dos Campos, no oeste do Pará, detalhou ao JC como foi enganado por um esquema criminoso que tem mirado políticos da região, conforme o portal revelou neste sábado (13).

Ao relatar a estratégia ardilosa utilizada pela quadrilha para extorqui-lo, Franklin Benjamin Portela Machado, 43 anos, tenta evitar que outras possíveis vítimas da quadrilha ao esmiuçar a sofisticação da fraude.

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A abordagem inicial buscou criar um falso senso de parceria para a comunidade. De acordo com o vereador, o criminoso entrou em contato demonstrando interesse em promover benfeitorias na cidade.

“Ele [o golpista] usa a prerrogativa de juiz, se dizendo fazer ações sociais em município e passando por magistrado”, explicou Frank.

Como o golpe foi executado

Fica claro como a quadrilha instrumentaliza o nome do juiz Flávio Oliveira Launde, da comarca de Santarém, para ganhar a confiança das autoridades locais.

Para convencer o parlamentar de que o contato era legítimo e que havia dinheiro envolvido, a quadrilha enviou um falso comprovante de transferência eletrônica. O documento forjado, com data do dia 12 de junho último, exibia um suposto depósito no valor de R$ 3.330,00 destinado à conta da Caixa Econômica Federal em nome civil do vereador, Franklin Benjamin Portela Machado.

Para dar um ar de oficialidade, o remetente fictício no documento constava como “SISTEMA JURÍDICO GOV”.

O golpe se concretiza na simulação de um erro administrativo. Após o envio do falso recibo, o golpista contata a vítima desesperadamente, alegando que houve um equívoco no repasse da suposta verba.

“Depois ele faz um ted como ajuda de custo da justiça e fala que cometeu um erro na transferência que MANDOU a mais e pede pra pessoa ressarci o Pix que irá cair em sua conta”, relatou a vítima.

Pressão e cobrança via WhatsApp

A tática dos estelionatários envolve criar um cenário de urgência, não dando tempo para que a vítima verifique seu próprio extrato bancário.

Registros das conversas por aplicativo de mensagens mostram a insistência dos criminosos. O perfil falso, identificado na agenda como “Dr. Flavio Oliveira” e portando uma foto de perfil em trajes formais, realizou diversas ligações de voz consecutivas pelo WhatsApp, que não foram atendidas.

Sem conseguir falar por voz, o golpista enviou os dados bancários cobrando a suposta devolução imediata da diferença do valor enviado “a mais”. A mensagem exigia uma transferência via Pix de R$ 1.730,00, destinada a uma conta do banco Stone PJ em nome de um terceiro, Luan Castter Almeida Martins.

O episódio reforça o alerta às lideranças políticas e gestores da região oeste do estado sobre a importância de desconfiar de contatos não oficiais e de sempre confirmar a veracidade de transferências diretamente nos canais bancários antes de realizar qualquer estorno de valores solicitados por mensagens de texto.

FONTE/CRÉDITOS: Jeso Carneiro 
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Jeso Carneiro 

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